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Nem todo o azeite que compra é realmente extra virgem

O azeite é um dos principais produtos mediterrânicos. Está dividido em várias categorias, sendo duas delas o azeite virgem e o azeite extra virgem. Quando compramos uma destas duas categorias de azeite costumamos pagar mais, mas a verdade é que nem sempre estamos a pagar por um azeite de qualidade, alerta a DECO.

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A Associação de Defesa do Consumidor vem dizer que, por vezes, o consumidor ao comprar azeite está a pagar mais por produtos que pertencem a uma categoria inferior. A DECO realizou, num laboratório do Conselho Oleícola Internacional, uma análise a diferentes tipos de azeite virgem extra, a hierarquia mais elevada de azeites. Das 25 marcas de azeite virgem extra analisadas, três marcas não cumpriram os requisitos necessários para serem designados com a categoria ‘virgem’, alerta no seu site.

 

Durante esta análise, as amostras foram também submetidas a provas, em diferentes garrafas, e depois foram mandadas para um laboratório diferente que confirmou os resultados alcançados no primeiro estudo.

 

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No lote de 25 azeites analisados, o Alfandagh Biológico, Casa Pontinha e Tojeira Biológico Clássico são ‘apenas’ virgens. Os restantes são azeites extra virgens, revela a DECO. «O azeite virgem extra é realmente puro e merece o preço que se paga. Ou seja, não contém, por exemplo, mistura de azeites refinados. O preço adicional exige uma qualidade superior, sem fraudes económicas, o que se verificou neste teste», explica a associação.

 

O azeite virgem extra é 100% natural e é ideal para temperar os cozinhados. Este azeite distingue-se do azeite virgem por uma qualidade superior e um cheiro e sabores intensos. Um azeite virgem extra é mais caro que os anteriores e é obtido diretamente do fruto da oliveira através de processos mecânicos ou físicos. Estas azeitonas não podem ter sofrido mais nenhum tipo de tratamento para além da habitual lavagem, decantação, centrifugação ou filtração.

 

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«Um azeite virgem extra é um produto 100% natural, de qualidade superior, ou seja, que nos oferece um conjunto de sensações positivas. O azeite virgem é também um produto 100% natural, que oferece também sensações positivas, mas com pequenos defeitos sensoriais, originados por ligeiras fermentações, oxidações, ou contaminações, não deixando de ser um produto extremamente saudável. Finalmente, o azeite – contém azeite refinado e azeite virgem – consiste numa mistura de azeite que sofreu uma refinação química, com azeite virgem. Basicamente poderá considerar-se uma diluição de azeite virgem, com menor proporção de alguns dos seus elementos saudáveis», explica à MOOD Henrique Herculano, do Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo.

 

Esta não é a primeira vez que depois de uma análise se descobre que há azeites que estão a ser vendidos como virgem extra sendo apenas virgem. Como tal, está a pagar mais por um produto que na realidade é de uma categoria inferior aquela que vem descrita no rótulo e é refletida no preço, conclui a associação de defesa do consumidor.

 

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