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Necessidades humanitárias estão no nível mais alto desde a Segunda Guerra Mundial

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas diz que pandemia aumentou os desafios para a paz e segurança no mundo.

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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, acredita que os mecanismos internacionais para a gestão de conflitos estão na iminência do «ponto de rutura». Num discurso perante o Conselho de Segurança, nesta quarta-feira, Guterres disse que as necessidades humanitárias estão nos níveis mais altos desde a Segunda Guerra Mundial.

 

Antes da pandemia da COVID-19, a situação já era crítica, mas «os conflitos tornaram-se mais complexos, alimentados por uma maior regionalização, proliferação de grupos armados não-estatais e ligações a interesses criminosos e extremistas», disse.

 

De acordo com o Banco Mundial, uma em cada cinco pessoas no Médio Oriente e no Norte de África vive perto de um grande conflito. Com isso, as carências humanitárias aumentaram atingindo os níveis mais altos desde a Segunda Guerra Mundial. O número de pessoas sob risco de morrer de fome também duplicou, o que está a levar os mecanismos internacionais de gestão de conflitos ao ponto de quase rutura, advertiu.

 

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No ano passado, pela primeira vez em mais de duas décadas, a pobreza extrema aumentou. A contração económica em ambientes frágeis e afetados por conflitos devem levar para a pobreza entre 18 a 27 milhões de pessoas, refere a organização.

 

Guterres também destacou o papel que a mudança climática tem na paz e segurança, destacando que não é por acaso que dos 15 países mais suscetíveis aos riscos climáticos oito acolhem uma missão da ONU.

 

Para terminar, o líder da ONU destacou o «papel crítico» que o Conselho de Segurança tem nesta área, «agindo antecipadamente e de forma preventiva» para abordar as causas profundas do conflito e falando a uma só voz.

 

 

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