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Nasceu a primeira Associação Global para a Igualdade LGBTI

Um grupo de empresas internacionais pretende acelerar a inclusão na economia global, defendendo que a valorização e igualdade de todos é um dever e direito humanos, mas também impulsionador dos próprios negócios.

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Foi criada a Associação Global para a Igualdade LGBTI, uma nova e ambiciosa colaboração global para acelerar a inclusão de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais (LGBTI). O anúncio foi feito no Fórum Económico Mundial, que decorreu de 22 a 25 de janeiro, em Davos, na Suíça.

 

Segundo comunicado divulgado pela Accenture, um dos membros fundadores desta associação de promoção da inclusão, a discriminação baseada na orientação sexual ou identidade de género não só viola os direitos humanos universais, como também impacta negativamente a economia dos indivíduos, empresas e países a longo-prazo. Um estudo da ONUSIDA de 2017 avalia em 100 milhões de dólares por ano o custo global da discriminação LGBTI.

 

As empresas devem ter um papel importante não apenas no respeito, mas igualmente na proteção dos direitos humanos através da inclusão da comunidade LGBTI nos seus locais de trabalho. Assim, e para avançar com esta agenda, um consórcio de grandes empresas globais (Accenture, Deutsche Bank, EY, Mastercard, Microsoft, Omnicom e Salesforce) juntou-se ao World Economic Forum e lançaram esta iniciativa global destinada a acelerar a inclusão da comunidade LGBTI.

 

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Os Padrões de Conduta LGBTI das Nações Unidas definem os direitos humanos e as políticas que devem ser operacionalizadas atualmente nas empresas. A Associação Global para a Igualdade LGBTI irá colocar em prática estes padrões para ajudar as empresas a conseguir alcançar a igualdade e inclusão LGBTI dentro das suas equipas globais.

 

Em 2020, o o projeto terá alcançado:

– Recrutamento entre 50 a 100 empresas membros do World Economic Forum e a respetiva implementação dos Padrões de Conduta LGBTI.

– Criação de um quadro de medidas necessárias para que as empresas possam avaliar o alinhamento das suas políticas com os padrões definidos, e que consigam uma melhor compressão do impacto prático destas políticas na comunidade LGBTI.

– Desenvolvimento de um repositório com as melhores práticas LGBTI e casos de sucesso de empresas de diferentes setores, com o objetivo de partilhar ideias e informação sobre estratégia, políticas e processos efetivos que assegurem que a comunidade LGBTI não seja discriminada na hora de contratar, reter ou promover colaboradores.

– Incentivar novas colaborações entre setores e as diversas partes interessadas.

 

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«As empresas envolvidas nesta iniciativa são um exemplo a seguir na hora de defender os direitos da comunidade LGBTQ no contexto laboral, motivo pelo qual apoio os seus esforços em estender a iniciativa a um maior número de players no setor privado, assim como a comprometer-se com a sociedade civil», declarou Michelle Bachelet, Alta Comissária dos Direitos Humanos das Nações Unidas.

 

Por outro lado, Sander Noordende, chef executive da Accenture declaou:.«A inclusão LGBTI não é apenas sobre “fazer o correto” de um ponto de vista pessoal, é também um imperativo de negócio, já que todos os CEO reconhecem que uma cultura de igualdade cria confiança, inovação e, em última instância, crescimento de negócio. Como líderes empresariais, necessitamos de criar as bases adequadas a partir do topo, e combiná-las com ações concretas para estimular as redes LGBTI nas nossas empresas e políticas, de forma a assegurar a igualdade em toda a nossa organização. 25% dos nossos colaboradores na Accenture pertencem à nossa rede de aliados LGBTI, mas não podemos atuar por nossa conta. Mais que nunca, agora é o momento para que as empresas dêem um passo em frente».

 

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Outro membro fundados da associação, Karl Von Rohr, presidente e membro do Conselho de Administração do Deutsche Bank, declarou: «O Deustche Bank agradece ao World Economic Forum por ter colocado os problemas LGBTI na sua agenda. É, para nós, um orgulho apoiar este trabalho. Acreditamos que, se adotarmos um foco inclusivo em diferentes perspetivas e identidades, podemos chegar a ser mais meritocráticos, atrair e reter uma grande diversidade de talento e tomar melhores decisões de negócio. Todavia, reconhecemos que ainda há muito trabalho a fazer através dos nossos negócios, instituições e comunidades, somos firmes com o nosso compromisso de fazer a nossa parte. O foco do World Economic Forum consiste em destacar o valor de uma sociedade inclusiva na economia global.

 

Esta iniciativa faz parte do Centro para a Nova Economia e Sociedade do World Economic Forum em colaboração com a equipa de Sociedade Civil. Os encontros anuais do World Economic Forum reunem mais de 3.000 líderes políticos, académicos, membros do governo, da sociedade civil, das artes e cultura, e dos meios de comunicação. Convocados sob o tema “Globalização 4.0: Modelar a Arquitetura Global na Era da Quarta Revolução Industrial”, os participantes centraram-se em definir novos modelos de negócio sustentável, assim como sociedades inclusivas num mundo plurilateral. Para mais informação, clique aqui.

 

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