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“Não voltes a fazer isso” não é a resposta correta

Ao invés de gritar “Não voltes a fazer isso” quando o seu filho sofre algum acidente ou tem uma atitude menos correta, que tal explicar-lhe quais os riscos envolvidos na ação? É o que sugere uma nova pesquisa da Universidade de Iowa (EUA).

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De acordo com o estudo, publicado recentemente no ‘Journal of Pediatric Psychology’, é desta forma que reage a maioria dos pais quando acontece algum acidente aos seus filhos.

 

No entanto, segundo indica o estudo, se a lesão da criança resultar de algum perigo ambiental, um buraco na calçada ou na estrada, nesse caso, os pais ficam mais disponíveis para dialogar e advertir os filhos para serem mais cuidadosos, bem como explicar-lhes porque a situação era perigosa.

 

Durante esta investigação, designada por “Conversas de prevenção de lesões entre pais e filhos”, que teve como laboratório as urgências de um hospital, os intervenientes também puderam constatar que os pais são mais propensos a convencer as filhas do que os filhos a serem mais cuidadosos no futuro.

 

Os investigadores afirmam que, após um acidente que originou uma lesão grave, este tipo de conversas ajuda os jovens a interiorizar os valores de segurança.

 

“Mesmo que, na maioria das vezes, os pais sintam que as conversas estão a cair em ‘saco roto’, com o tempo, as crianças começam a interiorizar a mensagem que mais tarde irá impedi-las de fazerem coisas perigosas”, explicou Jodie Plumert, co-autor do estudo e professor do Departamento de Ciências Psicológicas da Universidade do Iowa.

 

Naturalmente que, quando as crianças são muito pequenas, os pais tendem a protegê-las ao máximo e a estar sempre com um olhar atento, no entanto, Elizabeth O’Neal, principal autora do estudo, deixa uma advertência: “As crianças precisam de conquistar a sua independência e precisam de explorar o mundo por conta própria”.

 

“Os pais precisam de encontrar a melhor forma de ensinar aos filhos como agir em situações que podem ser perigosas. Achamos que as conversas são um meio importante para que isso ocorra”, afirmou a investigadora.

 

A equipa de investigadores afirma que este é o único estudo, publicado, que detalha as circunstâncias que circundam as lesões reais na infância. Isto porque a maioria das pesquisas sobre segurança comportamental na criança avalia apenas o número de lesões e qual a relação com os diferentes fatores, como, por exemplo, o temperamento de uma criança ou a supervisão dos pais. Se a correlação é alta, então esse fator é considerado um risco de lesão em crianças.

 

 

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