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Não tema o Alzheimer

Hoje partilho convosco a minha preocupação com os familiares dos utentes com diagnóstico de Alzheimer. Gostaria de os consciencializar que, apesar de ter uma variante com carga hereditária, o facto de um familiar ter esta doença não consiste, à partida, numa sentença.

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Por muito difícil que possa parecer, gostaria de estimular um olhar menos negativo por parte de quem vive de perto com esta doença num familiar e de quem sente medo de desenvolver esta doença. A Doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, constituindo cerca de 50% a 70% de todos os casos.  Este tipo de demência provoca uma deterioração global, progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas (memória, atenção, concentração, linguagem, pensamento, entre outras).

 

Esta deterioração provoca alterações no comportamento, na personalidade e na capacidade funcional da pessoa, dificultando a realização das suas atividades de vida diária. O nome desta doença deve-se a Alois Alzheimer, médico alemão que, em 1907, descreveu pela primeira vez a doença.

 

Existem dois tipos de doença de Alzheimer: a familiar que ocorre em adultos jovens onde o fator hereditariedade parece ser um fator determinante e a forma esporádica na qual o fator hereditário não é óbvio. Aproximadamente apenas 5 % da doença de Alzheimer é familiar e 95% esporádica. Na forma familiar da doença de Alzheimer, vários membros de uma mesma geração são afetados.

 

A Doença de Alzheimer Esporádica pode afetar adultos de qualquer idade, mas ocorre habitualmente após os 65 anos. Esta é a forma mais comum de Doença de Alzheimer e como vimos afeta pessoas que podem ter ou não, antecedentes familiares da doença. Parece não existir hereditariedade da doença de Alzheimer Esporádica, de início tardio. Contudo, é possível que algumas pessoas possam herdar uma maior ou menor probabilidade para desenvolverem a doença numa idade avançada.

 

O facto de se ter um parente próximo com doença de Alzheimer não significa a existência de uma ligação genética. As pessoas que têm fatores genéticos de risco apresentam apenas um ligeiro aumento do risco de desenvolver a doença, em comparação à média da restante população.

 

O Apolipoproteína E14 é o único gene associado a um ligeiro aumento do risco de desenvolver doença de Alzheimer, de início tardio. Mesmo assim, metade das pessoas portadoras deste gene, e que vivem até aos 85 anos, não desenvolve demência nesta idade. Existe uma forma rara da doença de Alzheimer que é transmitida de geração em geração. Esta é denominada por Doença de Alzheimer Familiar (DAF).

 

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