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Não há amor à primeira vista!

O amor à primeira vista é equivalente a primeira impressão: pouco fiável. Ocasionalmente a longo prazo corresponde, mas na maioria das vezes sai gorado.

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Se ainda está numa relação com o seu “amor à primeira vista”, foi uma felizarda do romance!

 

Aquele sentimento a que habitualmente se chama de “amor à primeira vista” é, na verdade, uma ilusão. Não é um delírio, pode ficar descansada! É uma imagem que se cria em função dos desejos e preconceções que reúne ao longo da vida.

 

Imagina-se já a viver numa cabana com aquela pessoa, ainda antes de ela ter tido tempo de dizer alguma coisa nesse sentido, mas é o seu sonho para uma relação! Acha que aquela pessoa vai ser delicada porque deduz que os homens são todos meigos como acredita que os homens da sua família são! Borboletas na barriga e corações a pairar no ar! É, quanto muito, paixão! Aquele sentimento de atração pelas caraterísticas mais imediatas da pessoa que acabou de conhecer.

 

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É uma tendência natural, pensamos o futuro com base na experiência passada, em todas as áreas da vida. Mas como em todas as áreas da vida, se planeamos o futuro apenas em função do que idealizamos o choque com a realidade é violento.

 

Perceber que não há correspondência ao que se idealizou provoca uma grande desilusão, muitas vezes cobrando-se culpa de uma imagem que foi, em primeiro lugar, criada antes sequer de conhecer verdadeiramente a pessoa! Tem duas hipóteses neste ponto: aceitar a realidade, ou tentar forçar a fantasia. Parece-lhe óbvia a alternativa mais saudável? Costuma segui-la?

 

Forçar a fantasia simplesmente adia a morte da relação e prolonga o sofrimento. Uma relação pressupõe um ajuste entre pessoas compatíveis, mas não é suposto ninguém mudar a sua essência.

 

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Ainda assim, resista um pouco ao desencanto. Se a criatura não corresponder ao ideal que projetou, não implica que não haja compatibilidade entre ambos. A realidade até talvez possa surpreendê-la e superar o seu preconceito!

 

Pelo caminho de construção da relação há uma vivência realista entre duas pessoas que se vão revelando ao longo do tempo. Nos momentos bons, nos maus e nos assim-assim. Escreve-se uma história sincera e os sentimentos que surgem são genuínos. A atração também faz parte, mas a relação não se esgota aí.

 

Lembre-se: a paixão é um sentimento, mas o amor é o resultado de uma relação!

 

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