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Não culpe os genes pelo excesso de peso

Não há genes mágicos. A culpa da incapacidade de perder peso não pode ser atribuída aos genes, sugere um estudo.

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De acordo com um estudo publicado no ‘British Medical Journal’, os genes não são os protagonistas na história da dificuldade que muitas pessoas têm em perder peso.

 

Há cerca de 100 genes ligados ao excesso de peso e à obesidade e não há dúvida de que os genes podem desempenhar um papel importante na forma como queimam as calorias e armazenam a gordura, mas a culpa de não conseguir emagrecer não é do ADN. Os genes relacionados com a obesidade explicam quase 3% das diferenças entre índice de massa corporal (IMC), uma medida de peso e altura.

 

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Identificado pela primeira vez em 2007, uma forma específica do gene FTO, que está envolvido na forma como o corpo regula a queima de calorias ou as transforma em gordura, tem sido associada à obesidade. Entre um grupo de cerca de 9 mil pessoas, que foram inscritas em 11 estudos, foram feitas análises genéticas e aleatoriamente designadas para uma série de métodos de perda de peso, incluindo dieta, exercício ou terapias à base de drogas.

 

Os investigadores descobriram que, caso os participantes tivessem ou não o gene FTO, este não tinha grande influência na perda de peso. O estudo não consegue explicar que tipo de contributo tem este gene no peso, mas os investigadores suspeitam que tem algo a ver com o apetite e a capacidade de as pessoas se sentirem satisfeitas.

 

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O facto de não se terem encontrado diferenças na circunferência da cintura das pessoas sugere que o gene não está fortemente relacionado com a acumulação de gordura visceral que pode levar ao aumento de peso. Os resultados espelham os dados de estudos anteriores de pessoas com variantes do gene FTO que foram capazes de neutralizar os efeitos do seu ADN e evitar o aumento de peso excessivo com o exercício.

 

«Não há genes mágicos que mudem qualquer coisa a esse respeito. Tem de se esforçar e comer menos ou ser mais ativo [para manter um peso saudável]», afirma John Mathers, líder do estudo, em declarações à ‘Time’.

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