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Namorado ou namorada, para que te quero?

Neste artigo, vou partilhar algo que aprendi com um amigo australiano que trabalha também como coach e family counselor. Como tem servido a muitas pessoas, incluindo a mim, lembrei-me que também a pode ajudar.

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Imagine como será estar numa relação sentindo-se mais próxima e íntima e, também, mais autónoma, segura e confiante.

 

Vem aí aquele que, para algumas pessoas, é O dia. O Dia dos Namorados. Aparte a designação, o marketing, materialismo e outras dinâmicas associadas à ocasião, proponho focarmo-nos noutro ponto. O ponto dentro de si que busca, ou renega, este dia. Que anseia por ou abomina esta ocasião de celebrar a ligação afetiva entre duas pessoas. O ponto dentro de si a partir do qual emerge a sua forma de se relacionar. Com este dia, com os outros, consigo, com a sua pessoa especial. Peço também que, por agora, ponha em pausa perguntas como “Mas por que é que tem de se celebrar algo que pode ser celebrado em cada dia do ano?”, ou “Como se chegou a isto?”, ou ainda “O que significa para mim a relação que tenho, ou não tenho, agora?”. Proponho que mantenha em aberto, agora e quando quiser, a pergunta: O que posso aprender daqui?

 

Então, imagine que fazemos uma mega generalização de todas as relações no mundo e das inúmeras formas de estar e viver uma relação. Observando os comportamentos podemos identificar padrões. Do que acontece, podemos aprender e, a seguir, fazer o que estiver alinhado com a intenção que escolhemos. Pode fazer escolhas que já fez ou pode fazer outra escolha. Se ajudar, falando com uma amiga ou com alguém que possa trazer outra perspetiva, outro saber, mais recursos para lidar com a situação.

 

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Voltando aos padrões de comportamento, o meu amigo australiano partilhou comigo Os Três Estágios das Relações. Estes referem-se à forma como cada pessoa se relaciona com os outros. E, acredito, começando com a forma como se relaciona consigo mesma. Mas isso é matéria para outro texto pois merece tempo só para si.

 

Assumindo estes Três Estágios como três formas distintas de uma pessoa se relacionar; quero reforçar que estamos a falar de padrões e tendências de comportamento. Logo, nada de ver estas ideias como absolutas, definitivas e muito menos como determinísticas, em que nada se pode fazer. Pelo contrário. Acredito que há muito que pode fazer!

 

Então, o primeiro estágio é o da Dependência. Neste, a pessoa tende a procurar outra pessoa da qual possa depender. Falando em maturidade humana, e sendo esta subjectiva, habitualmente vemos o ser humano neste estágio desde que nasce até à adolescência. Por circunstâncias da vida, e tendo cada pessoa o seu caminho e desenvolvimento único (que vejo como válido e natural), algumas continuam neste estágio até mais tarde.

 

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Numa relação de adultos, se a outra pessoa também estiver no estágio da dependência, então podemos dizer que estão numa relação de codependência. Em que cada uma depende da outra e sem ela sente-se frágil, incompleta, com medo ou vê-se incapaz. Um desafio de estar neste estágio é este: na sua secretária, coloque dois cadernos na vertical; incline-os para se apoiarem mutuamente numa extremidade, formando uma “tenda” (um V invertido) Já está? Boa! Agora, remova um. O que aconteceu?… Pois. O outro caiu.

 

Estando dependente, sem o apoio, cai desamparadamente. Aqui, acredito, pode estar a parte pouco saudável de estar desta forma numa relação. Dependente, a pessoa coloca fora dela, no outro, o poder (e muitas vezes também a responsabilidade) de tomar conta dela. De a fazer sentir-se feliz. De estar bem. Uma boa notícia é que é possível viver assim e, nalguns momentos pelo menos, ter momentos de felicidade.

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