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Namora-se cada vez mais na internet

São cada vez mais as pessoas que se inscrevem em plataformas de encontros online, onde procuram a cara metade ou, por vezes, apenas uma companhia. Damos-lhe a conhecer o mundo dos encontros na rede.

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Um estudo da Pew Research, do ano de 2013, dá a conhecer que 11 por cento dos americanos adultos já usou sites de encontros online, ou seja, um em cada dez americanos acredita que o amor pode estar escondido do outro lado do ecrã do computador.

Em Portugal, não se conhecem os números, mas é certo que a procura de plataformas de encontros online tem vindo a aumentar, o que justifica o recente surgimento de mais sites nesta área.

Adelaide Durão, do site de encontros À Maneira Dela, que se destaca pelo facto de a mulher ter todo o poder de decisão no processo, explica o fenómeno: “Nestes tempos modernos e de conjuntura económica difícil, as pessoas são cada vez mais individualistas e optam por ficar em casa. Com a evolução da internet e o boom das redes sociais, as pessoas passam cada vez mais tempo junto ao ecrã à procura de companhia, de divertimento e de produtos online. Os portugueses estão cada vez mais independentes e assumem uma forma de vida mais descontraída e menos tradicional o que, aliado aos dados de hábitos de consumo de internet, reforça a importância da existência de plataformas de encontro modernas, descontraídas e fáceis de utilizar.”

Apesar de o fenómeno ser relativamente recente em Portugal, o recurso aos sites de encontro online é já prática comum em muitos países, onde a opinião pública tem vindo a encarar cada vez com mais naturalidade este facto. Para isso, contribuem os resultados das interações nestes sites. A mesma pesquisa revela que 23 por cento dos utilizadores destes sites encontraram aqui a sua cara-metade.

Outro estudo da Universidade de Stanford concluiu que os geeks (pessoas que gostam de tecnologia e conhecidos por permanecerem horas e horas conectados), formam hoje o grupo com mais hipótese de encontrar namoradas. Assim, parece inevitável que a tendência cresça no futuro: “Hoje em dia, com o trabalho, a vida pessoal de cada um não dá tempo paea tratar da sua vida amorosa. A facilidade de acesso à Internet a qualquer hora e em qualquer lado, a partir do computador ou de um smartphone, leva muita gente a procurar parceiros neste tipo de sites.” Outra vantagem trazida por esta modalidade de namoro é o desbloqueio de certos entraves: “Atrás do ecrã, as pessoas sentem-se menos constrangidas e até os mais tímidos se sentem à vontade para interagir com outra pessoa.”

Quase metade da população portuguesa vive com o estado civil ‘solteiro’, como explica Adelaide Durão: “O estatuto de solteiro para ambos os sexos é melhor aceite na sociedade de hoje. Para muitos solteiros, é uma opção de vida, são realmente felizes e sentem-se realizados nas suas profissões, concentrando-se mais nas suas carreiras ou na realização dos seus sonhos. Outros não tiveram a sorte de encontrar a sua cara metade, mas a diferença é que hoje não desesperam tanto porque acreditam que podem encontrar o amor a qualquer idade.”
À questão de que o aumento das relações que começam na internet poderem desvirtuar o namoro tradicional e afastar as pessoas, Adelaide Durão responde que: “É precisamente o contrário. Hoje em dia sabemos novidades dos amigos ou familiares através das redes sociais. E é precisamente isso que acontece com os relacionamentos: a internet é um bom lugar para encontrar pessoas, especialmente para estabelecer um primeiro contacto. Depois, quem procura algo mais sério aposta sempre no encontro pessoal.”

Conheça histórias de solteiros que estão à procura do amor na internet AQUI.

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