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Mulheres que dão à luz no inverno e na primavera têm menos depressão pós-parto

Cerca de 10 por cento das mulheres sofrem de ansiedade ou transtornos depressivos após o parto. E um estudo realizado nos Estados Unidos da América diz agora que a condição se desenvolve mais em mães que dão à luz no verão e no outono.

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As mulheres que dão à luz no inverno ou na primavera são menos propensas a sofrer de depressão pós-parto (DPP) do que as mulheres que dão à luz no verão ou no outono, sugere um estudo apresentado na reunião anual da Associação Americana de Anestesiologistas, que decorre até 25 de outubro, em Boston, EUA.

 

O estudo também descobriu que as mulheres que dão à luz com maior idade gestacional (mais adiante na gravidez) apresentavam menor probabilidade de desenvolver depressão pós-parto, e as mulheres que não levavam anestesia, como uma epidural, durante o parto, apresentavam risco aumentado.

 

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As mulheres caucasianas apresentam menor risco de DPP em comparação com mulheres de outras raças. Além disso, o aumento do índice de massa corporal (IMC) foi associado a um risco aumentado de DPP. Mas não houve associação entre o tipo de parto e a depressão pós-parto.

 

«Queríamos descobrir se existem certos fatores que influenciam o risco de desenvolver depressão pós-parto que podem ser evitados para melhorar a saúde das mulheres, tanto física como mentalmente», disse o autor principal do estudo, Jie Zhou, do Brigham & Women’s Hospital, em Boston.

 

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Os sintomas de DPP incluem tristeza, agitação e diminuição da concentração. A DPP geralmente surge de uma combinação de mudanças hormonais, ajustes psicológicos para a maternidade e fadiga. Sem tratamento, pode interferir com a ligação mãe-filho e causar sofrimento à mãe, bebé e toda a família.

 

O estudo fez uma revisão aos registros médicos de 20.169 mulheres que deram à luz, entre junho de 2015 a agosto de 2017. Um total de 817 mulheres (4,1 por cento) vivenciaram uma DPP. Os autores sugerem que o mecanismo de proteção observado nas mulheres que dão à luz no inverno e na primavera pode ser atribuído ao gozo sazonal das atividades internas que as mães experimentam com os recém-nascidos.

 

 

 

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