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Mulheres que consomem fast food levam mais tempo a engravidar

Novo estudo internacional confirma o impacto negativo da fast food em mais uma vertente da saúde humana. O risco de infertilidade aumenta de 8% para 16% em mulheres consumidoras deste tipo de alimento. Contrabalançando, quem consome muita fruta nos meses anteriores à conceção consegue conceber mais rapidamente.

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As mulheres que comem menos fruta e mais fast-food levam mais tempo para engravidar e têm menor probabilidade de engravidar dentro de um ano, segundo um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Robinson, da Universidade de Adelaide, na Austrália. O estudo, que será publicado a  4 de maio na ‘Human Reproduction’, uma das principais revistas de medicina reprodutiva do mundo, questionou 5598 mulheres na Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido e Irlanda sobre a sua dieta. As mulheres, que não tiveram um bebé antes, foram entrevistadas durante a primeira consulta pré-natal.

 

A professora Claire Roberts, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Robinson e líder do estudo, diz que «os resultados mostram que fazer uma dieta de boa qualidade que inclui frutas e minimiza o consumo de fast food melhora a fertilidade e reduz o tempo engravidar». Em comparação com as mulheres que comiam fruta três ou mais vezes por dia no mês anterior à conceção, as mulheres que comiam frutas menos de uma a três vezes por mês demoravam mais de meio mês a engravidar. Da mesma forma, em comparação com mulheres que nunca ou raramente comiam fast food, as mulheres que consumiam fast food quatro ou mais vezes por semana levavam quase um mês a mais para engravidar.

 

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Entre todos os casais do estudo, 468 (8%) casais foram classificados como inférteis (levando mais de um ano para conceber) e 2204 (39%) conceberam no espaço de um mês. Quando os pesquisadores analisaram o impacto da dieta na infertilidade, descobriram que nas mulheres com a menor ingestão de fruta, o risco de infertilidade aumentava de 8% para 12%, e naquelas que comiam fast food quatro ou mais vezes por semana, o risco de infertilidade aumentou de 8% para 16%.

 

Segundo a Universidade de Adelaide, estudos anteriores concentraram-se no papel que a dieta desempenha em mulheres diagnosticadas ou recebendo tratamento para infertilidade. O impacto da dieta materna antes da conceção na população em geral não tem sido amplamente estudado. Para esta pesquisa, com 5598 mulheres, a maioria (5258, 94%) não recebeu tratamentos de fertilidade antes da conceção e 340 receberam.

 

Durante a primeira consulta pré-natal, por volta das 14-16 semanas de gestação, as parteiras recolheram informações sobre o tempo necessário para engravidar e a dieta das mulheres. Isso incluía detalhes de sua dieta no mês anterior à conceção e com que frequência consumiam fruta, vegetais de folhas verdes, peixes e fast food (hambúrgueres, pizza, frango frito e batatas fritas comprados em lojas de fast food). Os fast food consumidos em casa (comprados em supermercados, por exemplo) não foram incluídos nos dados recolhidos e, portanto, o consumo desse tipo de alimento provavelmente não é relatado. Os casais foram excluídos da análise se estivessem a receber tratamento de fertilidade devido à infertilidade do parceiro do sexo masculino.

 

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«A maioria das mulheres não tem história de infertilidade. Nós ajustamos as relações com a dieta pré-gravidez para levar em conta vários fatores conhecidos por aumentar o risco de infertilidade, incluindo índice de massa corporal [IMC] elevado e idade materna, tabagismo e consumo de álcool. Como a dieta é um fator modificável, os nossos resultados ressaltam a importância de considerar a dieta para apoiar a conceção nass mulheres que queiram engravidar», comenta Jessica Grieger, pesquisadora na Universidade de Adelaide.

 

Os pesquisadores também descobriram que, embora a ingestão de frutas e fast foods tenha afetado o tempo até a gravidez, a ingestão na pré-gravidez de vegetais de folhas verdes ou peixes não o fez. Os pesquisadores planeiam agora identificar padrões alimentares específicos, em vez de grupos de alimentos individuais, que possam estar associados ao tempo que as mulheres levam para engravidar.

 

A infertilidade feminina e a masculina têm origem em várias causas. Segundo a Associação Portuguesa de Fertilidade, existem formas de prevenção simples que podem evitar situações que comprometam a fertilidade no futuro. Nos casos mais complexos, é aconselhável o acompanhamento de um médico e de um tratamento personalizado. Veja, na galeria no início do artigo,  de seguida formas de prevenir a infertilidade.

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