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Mulheres preocupam-se mais com o ambiente do que os homens

O meio ambiente está constantemente a ser ameaçado. A luta contra o plástico nos oceanos, a sensibilização para a reciclagem, para a poupança de água ou para a utilização de produtos ‘amigos dos animais’ e sem químicos são assuntos que estão cada vez mais na ordem da agenda mediática. O problema é de todos, mas segundo a consultora Mintel existe uma discrepância entre os géneros quando se trata de fazer algo de positivo pelo meio ambiente.

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Segundo um estudo realizado pela consultora internacional Mintel, as mulheres são bem mais preocupadas com o ambiente e com a prática de hábitos ambientalmente aconselháveis do que os homens. Estes podem dizer que estão a tentar viver de uma forma mais ética do que há ano, mas, quando chega a atos concretos, 71% das mulheres estão a tentar seguir um conjunto de regras mais amigas do ambiente enquanto apenas 59% dos homens afirma estar a fazer a mesma coisa.

 

O estudo, realizado no Reino Unido, analisou um conjunto de hábitos ambientais que devem ser seguidos. No que respeita à reciclagem, conclui que a grande maioria das casas já recicla os seus resíduos, mas se formos distinguir este hábito entre homens e mulheres, os homens (67%) são consideravelmente menos propensos do que as mulheres (77%) a se comprometer com a reciclagem regular.

 

Outro aspeto que costuma ser uma “guerra” constante é a regulação do aquecimento central. Uns têm frio enquanto que outros têm calor. Parece que nunca há ninguém com a mesma temperatura corporal. Neste caso, as mulheres (64%) são mais propensas do que os homens (58%) a desligar o aquecimento.

 

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A água é um bem escasso e, em Portugal, tivemos as barragens a chegar a um ponto bastante perigoso há cerca de um ano. Para que estas situações não sejam cada vez mais frequentes, é necessário poupar água. Na conservação e reutilização dos recursos hídricos, 30% dos homens afirma que tenta usar cada vez menos água. Aqui temos 38% das mulheres a poupar água. Continuando a falar sobre desperdício, desta vez de alimentos, 27% dos homens afirmam que compostam frequentemente o desperdício de comida comparado a 33% das mulheres que fazem o mesmo.

 

No que toca a encorajar familiares e amigos a seguir um estilo de vida mais amigo do ambiente, mais uma vez são as mulheres que se asseguram na fila da frente quando chega o momento da “doutrinação”. Ou seja, 65% das mulheres encorajam os outros a ter um estilo de vida mais ético enquanto apenas 56% dos homens afirma fazer o mesmo junto do seu círculo familiar e de amigos.

 

Sobre os resultados alcançados com este estudo da Mintel, Jack Duckett, analista sénior de Estilo de Vida do Consumidor, diz que «os dados da Mintel destacam uma ‘lacuna de género ecológico’, revelando que os homens são menos propensos a buscar comportamentos ecologicamente corretos do que as mulheres. Isto pode ser um reflexo do facto de que, de acordo com nossa pesquisa, muitas mulheres ainda tendem a encarregar-se do funcionamento da casa e a reciclagem acaba por cair sob essa bandeira».

 

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O analista continua referindo que, «no entanto, há também uma desconexão mais ampla entre os homens e as mulheres em questões ambientais. O que é preocupante pois isto pode ser devido ao facto de os homens acharem que cuidarem do meio ambiente pode, de alguma forma, prejudicar a sua masculinidade».

 

Mas não são só os homens ou as mulheres que são incentivados a ter práticas amigas do ambiente. Os jovens também são e estes sabem que a reciclagem é provavelmente o principal hábito a ter só que ainda não interiorizaram aquilo que pode ou não ser reciclado. 52% dos jovens, entre os 16 e os 24 anos, reconhecem esta situação em comparação com apenas 36% dos maiores de 65 anos. Para além disto, os jovens são menos propensos a planear refeições para evitar desperdícios alimentares que uma população mais velha. Na faixa etária dos 16 aos 24 anos, apenas 62% planeiam refeições para evitar o desperdício de comida, contra uma média de 88% de pessoas com mais de 65 anos.

 

Sobre esta diferença de hábitos que a população mais jovem tem em comparação com uma faixa etária mais envelhecida, Jack Duckett explica que «apesar de haver uma alta propensão de jovens adultos que dizem estar a viver de uma forma mais ética para o meio ambiente do que há um ano, os níveis de desperdício de alimentos e os hábitos de reciclagem dos jovens, sem dúvida, deixam muito a desejar. Isto pode ser explicado com o facto de terem crescido numa ‘cultura descartável’, onde pouco se pensava sobre desperdício alimentar».

 

Além de reciclar e plantar uma árvore, veja na galeria no início do artigo mais medidas que pode tomar no seu dia a dia para ajudar a cuidar do nosso planeta.

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