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Mulheres pedem mais o divórcio

Um estudo apresentado na Associação Americana de Sociologia sugere que é mais provável que seja a mulher a iniciar o processo de divórcio

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As probabilidades de ser a mulher a iniciar o processo de divórcio num casamento heterossexual é maior. No entanto, o mesmo não se aplica para relações não maritais. Se um homem e uma mulher vivem juntos mas não são casados, então as probabilidades de ser qualquer um dos elementos a terminar a relação são iguais.

São estas as conclusões de um estudo apresentado na Associação Americana de Sociologia, que resultam da análise dos dados recolhidos num inquérito feito a 2262 adultos com parceiros do sexo oposto. O estudo, intitulado de “Como os Casais se Conhecem e Ficam Juntos”, questionou os participantes sobre relações que duraram entre 2009 e 2015.

Nas conclusões, é percebido que as mulheres iniciaram 69 por cento dos divórcios, enquanto que os homens tomaram a iniciativa apenas em 31 por cento dos casos.

Este não é o primeiro estudo que indica que as mulheres pedem com mais frequência o divórcio, explica Michael Rosenfeld, professor de sociologia na Universidade de Stanford e responsável pelo estudo. O sociólogo disse ainda que, até agora, os estudiosos pensavam que o facto das mulheres serem mais sensíveis às alterações nas relações e aos momentos positivos e negativos era indicador de que elas seriam também com mais frequência as iniciadoras do fim das relações.

No entanto, explica Rosenfeld, os últimos dados recolhidos indicam que há mais a ter em conta. O especialista explica que as mulheres ainda estão presas a muitas convenções ligadas ao casamento, como adotar o nome do marido ou cuidar da casa e dos filhos. «Por outro lado, as relações não maritais não trazem a bagagem histórica nem as expetativas ligadas ao casamento, o que faz destas relações mais flexíveis e adaptáveis às expetativas modernas de igualdade de géneros.»

Por Joana de Sousa Costa

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