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Mulheres com endometriose demoram até 8 anos a serem diagnosticadas

A endometriose afeta gravemente a qualidade de vida das mulheres, vendo-se frequentemente obrigadas a interromper as atividades diárias devido à dor.

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Dores pélvicas e abdominais contínuas, desconforto ao urinar e a defecar, obstipação, sangue na urina e nas fezes, cansaço, desconforto durante ou após a prática de relações sexuais são alguns dos sintomas associados à endometriose.

 

Esta é uma patologia que afeta mulheres em idade fértil e cujo diagnóstico, em Portugal, pode demorar até 8 anos. A endometriose caracteriza-se pela presença de tecido similar ao endométrio em localização extrauterina e apresenta uma incidência de 1 em cada 10 mulheres.

 

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Devido à dor intensa que produz, esta patologia tem um grande impacto no desempenho das tarefas do dia a dia, uma vez que em diversos casos, as doentes deixam de frequentar a escola, a universidade ou o trabalho, sendo que a dor pode aumentar durante o período menstrual.

 

Além disso, a endometriose é uma das causas reconhecidas de infertilidade, e também provoca alterações de humor, podendo levar a estados de ansiedade ou depressão.

 

Atualmente, existem diferentes opções terapêuticas, que vão desde a medicação analgésica, hormonal e contracetiva até, em casos mais graves, à intervenção cirúrgica. Em todas elas, o principal objetivo é melhorar a qualidade de vida das mulheres que sofrem com esta patologia.

 

“A endometriose é uma patologia altamente subdiagnosticada”, explica Helder Ferreira, ginecologista, presidente da Sociedade Portuguesa de Cirurgia Minimamente Invasiva e especialista em endometriose, uma vez que “por desconhecimento, ou, por se subestimarem os sintomas, muitas mulheres não consultam um médico, mesmo que a dor interfira na vida quotidiana. No entanto, com um diagnóstico precoce, é possível aumentar a qualidade de vida, bem como as suas possíveis consequências, como a infertilidade e atingimento de múltiplos órgãos como aparelho reprodutor e urnário, intestino, entre outros. De facto, com um tratamento adequado, 50% das mulheres conseguem engravidar espontaneamente”.

Informação valiosa, um aliado no diagnóstico precoce

Os dados mais recentes, demonstram que 62% das mulheres afirmam não ter tempo para cuidar da sua saúde.

 

Ainda assim, em Portugal, estima-se que cerca de 350 mil mulheres têm endometriose. Perante esta realidade “é fundamental promover a educação para as doenças ginecológicas, como a endometriose, para que as doentes saibam quando devem procurar ajuda especializada”, refere Helder Ferreira.

 

Neste sentido, a plataforma “Women Like Me” tem como principal objetivo garantir que as mulheres estão totalmente informadas sobre estas patologias e que compreendem os seus sintomas, o impacto que estas podem ter na qualidade de vida e as opções de tratamento que têm disponíveis.

 

 

 

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