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Mosteiro de São Vicente de Fora abre portas para visitas temáticas

O monumento nacional localizado em Lisboa é uma joia do património português, encerrando no seu interior preciosos testemunhos da história nacional. Este que é também um dos monumentos do mundo com mais azulejos no local original abre agora as suas portas para levar os visitantes a viagens históricas ao passado glorioso e decadente de Portugal.

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Foi por vontade de dar a conhecer a complexidade histórica e patrimonial do Mosteiro de São Vicente de Fora, localizado em Alfama, que surgiu o projeto “1º Ciclo de Visitas 2020”, a decorrer no 1º trimestre do próximo ano.

 

Este ciclo é dedicado ao público em geral e é composto por seis visitas temáticas: “O Real Panteão dos Bragança”, “O Quotidiano no Mosteiro”, “A Azulejaria do Mosteiro”, “Enterramentos em São Vicente”, “História do Patriarcado de Lisboa” e “Arquitetura e Artes Decorativas do Mosteiro”. São visitas mais especializadas, que se complementam, proporcionando assim ao visitante a oportunidade de conhecer o Mosteiro de São Vicente de Fora de forma mais aprofundada.

 

Outra particularidade destas visitas é o facto de os visitantes serem levados a partes do mosteiro que não são habitualmente visitáveis como “A Casa dos Túmulos”, “A história de José do Egipto em azulejo”, o “Carneiro”, entre outros espaços.

 

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As visitas temáticas acontecem no 1º e no 3º sábado de cada mês, às 10:30, têm uma duração aproximada de 1h30m. A participação tem o valor de 2€ por pessoa, que é acrescido ao bilhete de ingresso. Para além destas visitas haverá também as de carácter geral, que se realizam no último domingo de cada mês, nas mesmas condições.

 

A participação em qualquer uma das visitas é limitada a 30 pessoas (no máximo) e é de inscrição obrigatória, que deverá ser feita através do email museu@patriarcado-lisboa.pt. O ciclo de visitas será repetido três vezes, nos trimestres seguintes até ao final do ano.

 

O Mosteiro de São Vicente de Fora, para além de monumento nacional, é também uma preciosa testemunha da história nacional e uma joia do património português. A construção do Mosteiro de São Vicente de Fora teve início durante a união dinástica entre Portugal e Espanha, estando no trono Filipe I, e é um dos mais belos exemplares do maneirismo em Portugal. Neste lugar existia, desde 1147, um Mosteiro do mesmo nome, mandado construir por D. Afonso Henriques em agradecimento pela conquista de Lisboa aos Mouros nesse mesmo ano.

 

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Em 1582 D. Filipe I dá início à sua reconstrução, e atribui-lhe a configuração que conhecemos hoje. Foi um projeto ambicioso para o qual contou com os melhores profissionais de Portugal e de Espanha, como Juan Herrera ou Filipo Terzi. Esta reconstrução foi sobretudo uma questão de propaganda política e de legitimação de poder. Estes foram também os motivos que levaram, mais tarde, os primeiros reis da 4ª dinastia a “apropriarem-se” do monumento. D. João IV escolheu São Vicente de Fora para acolher o Panteão dos Bragança (onde ainda se encontra), e os seus descendentes (D. Pedro II e D. João V) adornaram o mosteiro com pinturas, mármores embutidos, esculturas e azulejos.

 

Mas durante a maioria da sua existência foi ocupado pelos monges regrantes de Santo Agostinho sendo um deles Santo António de Lisboa. Estes monges desempenharam um papel importantíssimo na cidade em questões como a saúde e o ensino. O monumento foi testeminha de momentos de ascenção e de decadência do país.

 

Atualmente é a sede do Patriarcado de Lisboa. Guarda uma das mais belas colecções azulejares do Mundo, destacando-se as Fábulas de La Fontaine. Encontram-se também no seu interior os Panteões da Casa Real de Bragança e dos Patriarcas de Lisboa, e o Museu do Patriarcado.

 

 

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