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Morte por doenças respiratórias aumenta 24% em 10 anos

O Observatório Nacional das Doenças Respiratórias divulga hoje o Relatório de 2017 referente aos dados da situação atual e evolução dos últimos anos relacionados com as doenças respiratórias. A pneumonia representa 37% dos internamentos e é a principal causa de morte nesta área.

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As doenças respiratórias continuam a matar e registaram um aumento de óbitos de 24% entre 2006 e 2015. As doenças respiratórias estão na causa de 22.767 mortes em 2015, mais 4.392 do que em 2006. São dados do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias, que hoje divulga o Relatório de 2017 referente à situação atual e evolução dos últimos anos relacionados com estas doenças respiratórias.

 

Na 12ª edição do Relatório destacam-se as mortes que as doenças respiratórias continuam a fazer e o facto de menos de 2% dos doentes com indicação para reabilitação respiratória a terem acesso a este tratamento em Portugal. Outros dados indicam que a Pneumonia representa 37% dos internamentos por doença respiratória e é a principal causa de morte.  Já as mortes por insuficiência respiratória aumentaram 71% entre 2006 e 2015 e os internamentos com ventilação mecânica aumentaram 160%.

 

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José Alves, pneumologista que assumiu a presidência do Observatório Nacional de Doenças Respiratórias e da Fundação Portuguesa do Pulmão reconhece que «há muito a melhorar, a todos os níveis, na classe médica, nos profissionais ligados à saúde, nas metodologias definidas e a definir, na forma de as implantar, no relacionamento das instituições, na forma como se pensam a elas próprias, como se relacionam com a tutela e na forma como a tutela se relaciona com todos. Há muito a melhorar na uniformização e na equidade da prestação dos serviços, tratamentos e atos médicos na área da saúde respiratória». No entanto, sublinha que «apesar de tudo o que devemos melhorar, pertencemos ao grupo restrito de países com a esperança de vida superior a 80 anos».

 

As doenças do sistema respiratório são uma das principais causas de morte na União Europeia, incluindo Portugal onde continua a ser a terceira causa de morte. Sendo que a neoplasia maligna de traqueia, brônquios e pulmão é a doença respiratória que mais mata, seguida das doenças crónicas das vias respiratórias inferiores. A pneumonia (excluindo o cancro do pulmão) é de longe a maior causa de letalidade respiratória em Portugal – cerca de 55 mil mortes por 100 mil habitantes, um valor muito acima da média europeia que é de cerca de 25 mil mortes.

 

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A taxa de mortalidade da pneumonia é superior a 20% e corresponde a 40% das mortes intra-hospitalares com as principais patologias respiratórias (DPOC, asma brônquica, fibroses pulmonares, neoplasias, bronquiectasias, doenças pleurais, insuficiência respiratória e pneumonias). E é nos distritos de Beja (com 25% de óbitos), Setúbal (24%), Portalegre (22%), Santarém e Faro (ambos com 21%) que mais se morre com pneumonia.

 

Só com neoplasias, insuficiência respiratória, pneumonia, DPOC e asma brônquica morreram em 2015 22.767 pessoas, mais 4.392 do que em 2006, o que representa um aumento de 24%. O número de internamentos por pneumonia, insuficiência respiratória, DPOC, neoplasias, asma, pleura, tuberculose, bronquiectasias e gripe também aumentou 35% de 2006 para 2015.

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