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Miomas uterinos: os tratamentos que existem

Miomas são tumores benignos do útero, também chamados de fibroleiomiomas. Crescem a partir das células musculares do útero e podem desenvolver-se para o interior ou exterior do útero ou estarem limitados à parede uterina

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Complicações cirúrgicas

São pouco frequentes as complicações graves, mas podem incluir hemorragia, infeção, lesões de outros órgãos, complicações anestésicas e mesmo morte. Em certas circunstâncias muito raras pode ocorrer lesão uterina que implique histerectomia (remoção do útero).

 

As miomectomias podem implicar riscos nas gravidezes subsequentes, nomeadamente de rutura uterina, sendo muitas vezes recomendada a cesariana.

 

Outros tipos de tratamento

Embolização das artérias uterinas – Procedimento de radiologia de intervenção realizado por médicos radiologistas. Usando raios X, introduz-se um cateter através de vasos sanguíneos até ao útero visualizando-se de modo detalhado a vascularização dos miomas. São introduzidas minúsculas esferas que entopem os vasos do mioma causando a sua necrose (morte celular). Pode não ser o método mais indicado para quem pretende preservar a fertilidade, pois estudos recentes parecem demonstra que a vascularização ovárica pode ficar comprometida “acelerando a menopausa”. Parecem também haver mais complicações nas gravidezes subsequentes com este procedimento.

 

VEJA TAMBÉM: INFERTILIDADE E FIBROMIOMAS UTERINOS

 

Controvérsia

Existe muito debate entre os especialistas acerca de quando deve ser realizada uma miomectomia no contexto de uma mulher com infertilidade. A maioria concorda que, quando os miomas estão na cavidade causando distorção significativa, devem ser removidos, mas e um pequeno mioma único localizado na parede muscular que não altera a cavidade? E se forem dois? E o que fazer acerca de um grande mioma pediculado apenas ligado ao útero por um fino pedículo? A controvérsia continuará a existir porque é muito difícil realizar estudos que provem os efeitos da miomectomia.

 

(Texto elaborado com a colaboração do Dr. Miguel Tuna)

 

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