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Mina de S. Domingos: regresso ao passado a céu aberto

Pouco mais de 50 anos passados da última extração das suas entranhas, este complexo mineiro em pleno Alentejo mantém-se aberto e sem uma reabilitação adequada. A vandalização subsequente ao abandono, a sua ruína e o tempo transformaram o local numa espécie de portal para o passado. O que criou um ponto turístico que atrai cada vez mais visitantes.

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Este foi o período mais dinâmico do território. Conta Nuno Roxo, guia turístico local, que a Mina acolheu algumas inovações no país: «Desde os bairros para ingleses com saneamento básico, a eletricidade nas casas dos ingleses –  o resto da população não tinha luz. Tinha cinema que exibia bastantes filmes mudos e diz-se até que o primeiro projetor Cinemascópio em Portugal foi na Mina. No Coreto, ao domingo, tocava a banda filarmónica com trabalhadores e familiares que aprendiam música».

 

Depois do seu encerramento e do desmantelamento do equipamento, resta apenas a paisagem marcada pela atividade mineira e pela drenagem ácida. Ainda assim, constitui um polo de interesse turístico cada vez mais divulgado pela região, inserida na rota do minério. Segundo a Fundação Serrão Martins, a estratégia de desenvolvimento está, neste momento, orientada para a busca de resoluções para os problemas ambientais e para a salvaguarda e valorização do património mineiro. Desde 2013 que o conjunto mineiro da Mina de S. Domingos foi consagrado pela lei portuguesa como ‘Conjunto de Interesse Público’.

 

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A ausência de uma reabilitação adequada após o encerramento da exploração, bem como o abandono e vandalização subsequente do património remanescente ditaram a decadência progressiva do território, consumada no êxodo populacional, na ruína e no enorme passivo ambiental de toda a antiga área mineira.

 

Hoje está a ser recuperado o seu potencial turístico.  «Depois desta requalificação que está em curso, a “navegabilidade” para turistas neste local fica mais atrativa e regulamentada. O turismo geológico é um ponto forte, assim como o turismo industrial, pois todo aquele complexo tem um impacto visual e fotográfico muito interessante», comenta Nuno Roxo.

 

Atualmente, um já grande polo de atração é a Praia Fluvial da Tapada Grande, que resultou de uma barragem mandada construir pelos proprietários ingleses da mina para abastecer a aldeia de água, proporcionando momentos de convívio e lazer. É o chamariz de verão mais concorrido da região. A Casa do Mineiro e o Jardim dos Ingleses ajudam a compor uma oferta turística diferenciada em pleno Alentejo profundo.

 

 

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