Home»BEM-ESTAR»SAÚDE»Mieloma múltiplo: o cancro raro que representa 10% de todas as doenças malignas hematológicas

Mieloma múltiplo: o cancro raro que representa 10% de todas as doenças malignas hematológicas

A Semana de Consciencialização para o Mieloma Múltiplo decorre de 20 a 26 de outubro.

Pinterest Google+
PUB

O mieloma múltiplo representa cerca de 1% de todos os tipos de cancro e aproximadamente 10% de todas as doenças malignas hematológicas (doenças que afetam as células do sangue). Esta doença ocorre mais frequentemente entre os 50 e os 70 anos, com um pico de incidência entre os 60 e os 65 anos. Apenas em 3% dos casos o doente apresenta uma idade inferior a 40 anos. O sexo masculino é o mais afetado, embora a diferença não seja muito significativa.

 

As causas para o aparecimento do mieloma múltiplo ainda não foram estabelecidas, sendo que se acredita que existem alguns fatores que tornam o doente mais suscetível ao seu aparecimento, nomeadamente fatores genéticos e agentes ambientais.

 

Veja também: Mitos desmistificados sobre o cancro

 

Estes doentes geralmente apresentam sintomas hematológicos (e.g. anemia, insuficiência da medula óssea, distúrbios hemorrágicos), complicações ósseas (e.g. fraturas patológicas, lesões ósseas líticas, hipercalcemia relacionada com a remodelação óssea excessiva), insuficiência renal, infeções recorrentes devido ao comprometimento da função imunológica e complicações neurológicas. Para além destes sintomas, os problemas psicológicos e sociais configuram-se como uma realidade premente nestes pacientes com implicações significativas na sua qualidade de vida.

 

O tratamento para o mieloma múltiplo ocorre, principalmente, em regime ambulatório, já que os doentes têm que suportar a maioria dos cuidados físicos e emocionais em casa, e são os membros da família que assumem, geralmente, o papel de cuidadores, fornecendo apoio instrumental e emocional aos doentes. No caso do mieloma múltiplo, os estudos sugerem que, após um transplante de sangue alogénico ou de medula, os pacientes precisam de um cuidador a tempo inteiro durante pelo menos 100 dias.

 

Veja também: Já conhece o código europeu contra o cancro?

 

Esperamos, assim, que o projeto que estamos a implementar permita encontrar respostas para as necessidades de doentes e cuidadores e melhore a adaptação à doença, criando uma maior rede de suporte, que promova a qualidade de vida, em ambos.

 

Por Maria da Graça Pereira Alves

Psicóloga

Centro de Investigação em Psicologia

Escola de Psicologia da Universidade do Minho

 

 

Artigo anterior

Maior aquário da América do Sul abre no Rio de Janeiro

Próximo artigo

Luz azul dos ecrãs provoca envelhecimento da pele