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Mieloma múltiplo: o cancro raro que representa 10% de todas as doenças malignas hematológicas

A Semana de Consciencialização para o Mieloma Múltiplo decorre de 20 a 26 de outubro.

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O mieloma múltiplo é uma doença maligna rara que afeta os plasmócitos (células sanguíneas), encontradas na medula óssea, local de produção dos constituintes do sangue, sendo o tipo mais comum de tumor nestas células.

 

O mieloma múltiplo é uma condição ainda desconhecida pela população e, quando é feito o diagnóstico, são muitas as dúvidas e as questões dos próprios doentes e familiares que os acompanham.

 

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Nesse sentido, a Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) e a Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas (APLL) juntaram-se pela primeira vez e criaram uma bolsa de investigação onde o nosso projeto “Necessidades e Qualidade de Vida em Doentes com Mieloma Múltiplo e seus Cuidadores” foi o vencedor.

 

Este projeto, que está neste momento em fase de implementação, pretende estudar o ajustamento psicológico dos doentes com mieloma múltiplo a fim de identificar as suas necessidades e desenvolver intervenções adequadas para os ajudar a lidar com a doença no sentido de promover a sua qualidade de vida. Pretende-se ainda dar mais um passo relativamente à importância do papel das associações de doentes com mieloma múltiplo, dado que este estudo irá permitir caracterizar os doentes e seus cuidadores estabelecendo um perfil demográfico, clinico e psicossocial, facilitando o seu acompanhamento e a disseminação de informação sobre a doença. Pretende-se, ainda, que estes resultados sejam utilizados para a criação de programas específicos de implementação de apoio integrados com as estratégias e objetivos das associações de doentes com mieloma múltiplo.

 

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A investigação científica é a única forma de progredir no desenvolvimento de terapias que melhorem a qualidade de vida dos doentes até se encontrar uma cura. Devido ao investimento realizado na última década nos mecanismos de doença, na descoberta de novos medicamentos e ao empenho dos especialistas na investigação clínica, verificou-se um aumento substancial na sobrevivência e qualidade de vida dos doentes com mieloma, apesar de, até aos dias de hoje, ainda não existir um tratamento que cure esta doença.

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