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Metade das mulheres evita o contacto sexual durante o período menstrual

Um estudo que contou com a participação de 95 mil pessoas de 200 países quis aferir a relação entre a menstruação, os preservativos e a vontade das mulheres usarem este método contracetivo nesta fase mensal das suas vidas. Para o Instituto Kinsey da Universidade do Indiana, EUA, este é o maior estudo sobre o efeito da menstruação na prática de relações sexuais até agora realizado.

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De acordo com um estudo levado a cabo pelo Instituto Kinsey da Universidade do Indiana, EUA, e a empresa especialista no ciclo menstrual, Clue, cerca de 50 por cento das mulheres evitam a atividade sexual durante a menstruação e aproximadamente 40 por cento delas focam-se na estimulação do seu parceiro nesta fase do mês.
A equipa de investigadores contou com a participação de 95 mil pessoas de 200 países. «Este é o maior estudo internacional sobre o efeito da menstruação na prática de relações sexuais e no uso do preservativo», declara Stephanie Sanders, cientista do Instituto Kinsey da Universidade do Indiana. Os investigadores afirmam que o estudo é um passo importante para compreender a razão pela qual as mulheres usam ou não esse método contracetivo, tendo em conta a sua menstruação e os seus parceiros sexuais.

 

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A primeira descoberta revela que as mulheres desempenham um papel preponderante e mais ativo no momento da decisão sobre o uso do preservativo. De acordo com os resultados obtidos pelo estudo, cerca de uma em cada cinco mulheres relatou que é a própria a decidir o uso da contraceção, em vez de decidir em conjunto com o seu parceiro, sendo que três quartos afirmaram que ambos tomam a decisão e apenas 5 por cento das entrevistadas disseram que, normalmente, é o parceiro que decide se usam este contracetivo ou não.

 

Tal significa que apesar de se tratar de métodos de contraceção para homens, não quer dizer que sejam, necessariamente, as pessoas do género masculino a decidir sobre a sua utilização. Muito pelo contrário, de acordo com a investigação, as mulheres têm vindo a desempenhar um papel cada vez mais ativo na tomada de decisão no que toca à sua proteção e segurança sexual.

 

Além disso, os cientistas envolvidos no estudo concluíram que os preservativos são usados ​​com menos frequência durante a menstruação da mulher. Cerca de 48 por cento das mulheres confessaram evitar o contacto genital, sendo que desse universo 41 por cento declararam preferir estimular sexualmente o seu parceiro. Mas, de entre o espectro de inquiridos que tiveram relações vaginais, 64 por cento disseram usar preservativos masculinos quando não menstruavam nos três meses imediatamente anteriores.

 

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Contudo, a menstruação, sendo um fenómeno natural no corpo de uma mulher, não representa uma impedição para a atividade sexual e 49 por cento das mulheres afirmaram usar proteção. No entanto, existe uma menor percentagem (30%) que referiu não usar proteção durante o seu período menstrual, visto estarem menos preocupadas com o risco de uma possível gravidez, e, além disso, um em cada três dos participantes do estudo referiu que não se preocupava com a possibilidade de ‘apanhar’ uma infeção sexualmente transmissível (IST).
Em suma, o uso do preservativo diminuiu em 15% durante a menstruação. Mas, segundo os investigadores, são dados significativos e preocupantes, porque, ao contrário do que muitos indivíduos pensam, as taxas de transmissão de IST são mais elevadas em determinados momentos do ciclo menstrual, inclusive durante a menstruação. Os preservativos para além de evitarem uma gravidez indesejada, são uma forte arma no que diz respeito ao combate das IST.

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