Home»BEM-ESTAR»COMPORTAMENTO»Meta da semana: desligar o complicómetro

Meta da semana: desligar o complicómetro

Todos conhecemos pessoas assim… E ainda que as tentemos evitar parece que a cada dia encontramos mais uma… Pessoas tão complicadas, que parecem ter um raciocínio em espiral e para as quais qualquer simples questão se torna num argumento para uma longa-metragem. Esgotam-nos!

Pinterest Google+
PUB

Complicómetro: dispositivo mental que atua de forma aleatória e cuja principal função é tornar a vida sempre mais difícil.

 

Os portugueses devem ser o povo da Europa com maior índice de complicómetros instalados na população adulta. O complicómetro é uma figura empírica do senso comum, impossível de identificar do ponto de vista científico ou clínico, que se manifesta nos mais pequenos gestos do dia-a-dia, atacando homens e mulheres, embora de formas diferentes. No entanto, a sua função é básica, complicar. Tornar algo simples, concreto, numa realidade totalmente abstrata e complexa.

 

Todos conhecemos pessoas assim… E ainda que as tentemos evitar parece que a cada dia encontramos mais uma… Pessoas tão complicadas, que parecem ter um raciocínio em espiral e para as quais qualquer simples questão se torna num argumento para uma longa-metragem. Esgotam-nos!

 

Estas pessoas não conseguem formular uma questão direta para perguntar o que quer seja, rodeiam o assunto e fazem questões que nunca nos passariam pela cabeça. No fundo, são questões que não interessam a ninguém e cuja resposta já há muito tempo está dada, mas que, por um motivo obscuro que só o próprio sabe, tem de ser novamente esclarecido.

 

Estas pessoas cansam, chateiam e tornam o dia-a-dia num inferno. Desconhecem o sentido prático da realidade, têm medo de quase tudo e, por insegurança, nunca tomam decisões, delegando-as sempre em terceiros, escudando-se constantemente em argumentos que, por mais esforço mental que façamos, nunca entendemos…

 

Quem tem um complicómetro vive menos, diverte-se menos, sonha menos, é menos feliz. Nesta semana, desafio-o a desligar de vez o complicómetro. Siga estas dicas:

 

Aceite a realidade

Ao aceitar as coisas como elas são, aceita simplificar a sua vida. O complicómetro só se inicia quando começa a fazer suposições sobre aquilo que acontece na sua realidade, quando faz assunções sobre os motivos que deram origem às ocorrências que observa acontecer ao seu redor e que, normalmente, são baseadas em factos passados. São essas memórias passadas que servem de filtro para a forma como julga o que acontece no presente da sua vida, impedindo-o assim de vivenciar a realidade como ela é no agora.

 

Faça o que consegue

As coisas acontecem como têm de acontecer e, na maior parte dos eventos da sua vida, não tem como controlar o que acontece. Aquilo que pode sempre controlar é a forma como lida e interpreta aquilo que acontece. Assim, faça apenas aquilo que pode fazer, liberte-se da necessidade de controlar todos os aspetos da sua vida.

 

Aceite aquilo que não pode mudar

A mudança do mundo não depende de si! Não consegue mudar o mundo, mas pode mudar a forma como lida com o mundo, a forma como interage e como interpreta o mundo. Essa mudança ocorre dentro de si e o melhor disso é que, mudando a forma como perceciona o mundo, o mundo muda para si. Assim, deixe de tentar mudar o mundo ao seu redor, esperando que as pessoas ou as circunstâncias mudem porque não vai conseguir que isso aconteça e isso só causa frustração. Aceite aquilo que não pode mudar e mude aquilo que pode.

 

Escolhe a solução mais simples

Quando o complicómetro está em funcionamento tende a ver muitas dificuldades, a criar os piores cenários possíveis e a ver os problemas a avolumarem-se na sua vida. Em vez de encarar as situações como problemas, encare-os como desafios para que possa evoluir. Depois, perante esses desafios, opte pela solução mais simples, observando as coisas como elas são, sem projetar cenários e verá que a resposta mais adequada a cada situação surge no momento certo.

 

Foco positivo

Quando se foca no positivo deixa pouco espaço para que o complicómetro se inicie, pois, quando procura ver o bom em cada situação, em cada pessoa, só verá isso mesmo. Pense, tem o poder de ligar o complicómetro, deixando que ele intervenha na sua realidade ou, em alternativa, desligá-lo, e impedir que dificulte e controle a sua vida. A escolha é só sua. Não deixe que na sua vida, os seus medos tomem o lugar dos sonhos.

 

 

 

Artigo anterior

Unhas Natalícias: sugestões animadas para esta quadra

Próximo artigo

A melhor altura para uma pausa no trabalho é a meio da manhã