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Mês Rosa: reconstrução mamária com introdução de implante

Outubro é o mês de sensibilização para o cancro da mama. O cirurgião plástico, David Rasteiro, explica o que ter em conta no caso de ser necessária uma reconstrução mamária após a doença.

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Quando uma mulher se depara com uma situação de cancro de mama, surge a necessidade de readaptar a zona mamária atingida pela doença. A cirurgia estética de reconstrução mamária consiste em reconstruir a mama de forma a poder corresponder às expetativas da paciente.

 

Para David Rasteiro, «esta cirurgia deve ser sempre realizada por um cirurgião certificado pela Ordem dos Médicos e pressupõe responder às angústias de uma mulher que sofre com a perda de uma/duas mamas durante um processo de cancro e respetivo tratamento».

 

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A reconstrução mamária pretende voltar a dar a mulher as suas formas e devolver, quer do ponto de vista físico, quer psicológico o equilíbrio e autoestima perdidos durante a doença. Atualmente o processo da reconstrução mamária consiste na introdução de um implante mamário na zona abaixo do músculo da mama. Com esta cirurgia pretende-se devolver a forma e firmeza à mama.

 

Existem próteses mamárias ao nível médico que podem ajudar no processo de reconstrução mamária. Para David Rasteiro, «atualmente diria que o mais recomendável são as próteses mamárias de poliuretano, que reduzem as taxas de contractura capsular e suas complicações, o que pode ser importante de forma a evitar uma recessiva do cancro».

 

Última geração de próteses B-LITE

Recentemente foram implantadas em Portugal a última geração de próteses mamárias, as B-Lite. As novas próteses B-Lite resultam de mais de 30 anos de investigação na área da saúde e vêm revolucionar a cirurgia plástica, conferindo um conjunto de benefícios a quem opta por este novo tipo de próteses.

 

Questões como o aumento da durabilidade das próteses, o conforto para a mulher e o cada vez menor índice de rejeição, são fatores que tornam as B-Lite uma excelente alternativa em casos específicos de recuperação de cancro da mama. Segundo David Rasteiro, «estas novas próteses são muito mais leves do que as que tínhamos até hoje. Esta leveza vai permitir atuar em casos como a perda da gravidade da mama, aumentando assim uma maior comodidade para a mulher».

 

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As próteses B-Lite, pela composição, assumem-se como próteses mais leves, acabando por ter uma maior utilidade, sobretudo quando a pele da paciente pode já estar frágil dos tratamentos e cirurgias anteriores.

 

O cirurgião explica que «o interior das próteses B-Lite possuem, além do tradicional gel de silicone, microesferas de B-Lite, material que lhe confere a considerável redução no peso. O gel utilizado nas B-Lite é composto por microesferas de boro silicato inerte, de elevada pureza e ocas, frequentemente usadas pela NASA como uma solução de preenchimento leve, mas muito resistente». Este elemento permite também tornar as B-Lite uma prótese de menor rejeição quando utilizadas numa paciente.

 

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