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Mértola, um roteiro pela Vila Museu

Com os primeiros vestígios que remontam ao Neolítico, há cinco mil anos, por esta vila alentejana passaram diversos povos ao longo dos séculos. Já foi romana, já foi islâmica e por todo o concelho abundam provas da antiguidade desta terra que já se chamou Myrtilis Julia e Martulah. Descubra-a na próxima escapadinha com o roteiro que preparámos para si.

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Castelo de Mértola – Terra de conquistas e reconquistas, pelo seu valor estratégico junto ao rio Guadiana, datam de 440 d.C. as primeiras referências a uma fortificação neste local, na altura em que Mértola era designada como Myrtilis Julia. Informações sobre a sua reedificação datam do período do reinado de D. Dinis (1279-1325), iniciando-se nesta altura a construção da muralha da vila, obras continuadas pelos seus sucessores.

 

Mesquita de Mértola –  De mesquita muçulmana a igreja católica: este facto faz desta edificação um caso particular, uma vez que era habitual os templos religiosos serem derrubados pelos conquistadores para edificarem os da sua religião. Não foi o caso em Mértola, cuja mesquita edificada no século XII, no contexto da invasão muçulmana da península Ibérica, foi transformada em igreja com a reconquista cristã no século XIII. A atual configuração do templo data do século XVI. Encontra-se classificada como Monumento Nacional desde 1910.

 

Passeio pelo Centro Histórico – As ruelas estreitas com pequenas casas caiadas de branco e com chão de pedra vivem lado a lado com o rio Guadiana e com edificações antigas, como a Torre do Relógio. Perca-se nestas ruelas que remontam a tempos muito antigos.

 

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Torre do Relógio – Localizada sobre o rio Guadiana, foi provavelmente edificada em finais do século XVI, num dos torreões da muralha, uma vez que existe uma inscrição do ano 1593 no sino da torre. Em 1920 foi feita a escadaria em direção ao cais.

 

Torre do Rio – Localizada na margem direita do rio Guadiana, na zona portuária, é uma das estruturas mais antigas de Mértola. A sua edificação deve situar-se por volta dos séculos III / IV d.C. É constituída pelos vestígios de uma edificação da qual restam seis pegões dispostos em linha curvilínea. Já foi confundida com uma ponte, mas os estudiosos apontam agora para uma provável estrutura defensiva ou para acesso ao rio para abastecimento de água.

 

Passeio de barco – existem itinerários entre Mértola e a aldeia ribeirinha do Pomarão, passeios na frente ribeirinha de Mértola e percursos entre Mértola e Vila Real de Stº António. Conatcte os promotores locais para escolher a melhor opção para si.

 

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Museu de Mértola – Criado pela Câmara Municipal de Mértola em 2004, é composto por vários núcleos dispersos geograficamente, na sua maioria localizados no centro histórico da vila. O Núcleo Islâmico abriga, nos seus dois pisos, a mais importante coleção de arte islâmica do nosso país. Já o Núcleo Romano encontra-se sob o edifício dos Paços do Concelho. Antecedendo obras no subsolo, uma intervenção arqueológica pôs a descoberto as ruínas de uma habitação romana. A musealização deste sítio permitiu instalar um conjunto de fragmentos arquitetónicos sugerindo formas e funções da época em que a casa foi habitada. Estão expostos objetos encontrados no próprio local, alguns outros associados ao mesmo contexto cultural.

 

Mina de S. Domingos – Localizada a poucos quilómetros de Mértola e inserida na Rota do Minério, esta aldeia foi desde a Antiguidade um local procurado para a extração de minérios. A sua exploração moderna iniciou-se em 1858 e manteve-se até 1966 com exploração regular. A Rota do Minério evoca o passado recente da mina, num trajeto que percorre as ruas da localidade da Mina de S. Domingos, os caminhos do antigo complexo mineiro, segue ao longo da antiga via-férrea e culmina na aldeia ribeirinha do Pomarão, onde se localizava o antigo porto fluvial de escoamento do minério. Na Mina, visite também a praia fluvial.  Inicialmente construído para abastecimento da povoação e dos trabalhos mineiros, este grande açude assume hoje funções recreativas. Funciona como praia fluvial na época balnear. No resto do ano, a tapada é também procurada para outras atividades, como canoagem.

 

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Pomarão – É uma pequena aldeia do concelho de Mértola que faz fronteira com Espanha e fica situada na margem esquerda do rio Guadiana. Entre 1859 e 1860, a empresa proprietária da mina de São Domingos construiu ali uma povoação, um terminal ferroviário e dois cais de embarque. O minério chegava ao porto do Pomarão transportado por uma das primeiras linhas de caminho-de-ferro construídas em Portugal (1858).

 

Pulo do Lobo – Localizada no coração do Parque Natural do Vale do Guadiana, esta queda de água de 16 metros é o principal acidente geológico deste rio. Aqui vivem e criam a cegonha preta, a águia real e o bufo real. Para encontrar o Pulo siga as coordenadas GPS: N37°48’14.27″ / W7°38’0.97

 

Nenhuma visita fica completa sem se provar a gastronomia local. O cozido de grão é um dos pratos típicos da região, bem como a acorda, as migas e as sopas de tomate. A fauna piscícola do rio é rica em iguarias que enchem as mesas de vários restaurantes locais, como a saboga, o muge, a lampreia e as enguias. Os pratos de caça, como a perdiz de escabeche, o coelho-bravo frito ou a lebre com feijão branco fazem também parte das sugestões, assim como vários enchidos e queijos da região.

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