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Menu da última refeição servida no Titanic a leilão

Um menu do último almoço servido a bordo do navio Titanic, antes de este se afundar, estará a leilão no dia 30 de setembro, estimando-se a sua venda por cerca de 62 mil euros

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Mais de um século depois da tragédia que marcou a viagem inaugural do Titanic, que aconteceu a 15 de abril de 1912, um menu do último almoço servido a bordo do navio será leiloado pela casa de leilões online Invaluable.

É de notar que hoje se assinalam 30 anos desde a descoberta dos destroços do navio por uma equipa de investigadores. O cruzeiro de luxo, recorde-se, afundou-se no oceano Atlântico durante a sua viagem inaugural entre Southampton, em Inglaterra, e Nova Iorque, depois de colidir com um icebergue.

David Lowenherz, dono da empresa Lion Heart Autographs, que lida com manuscritos raros e que está por detrás do leilão, explicou que apenas se conhecem dois ou três outros menus deste almoço. Como tal, a empresa estima que o documento possa atingir entre os 50 e os 62 mil euros em leilão.

Juntamente com o menu, será entregue uma carta escrita por um dos sobreviventes do naufrágio, assim como uma balança que ia a bordo do navio. Todos os artefactos leiloados foram recolhidos de sobreviventes que tiveram lugar no primeiro barco salva-vidas a deixar o navio.

Este ficou conhecido como o “barco do dinheiro” e tornou-se controverso pelas acusações de que os passageiros ricos terão subornado membros da tripulação para remarem para longe do navio que estava a afundar-se antes do barco estar cheio. Recorde-se que cerca de 1500 pessoas morreram na sequência da tragédia, sendo que a maioria dos mortos viajava na terceira classe.

«Este não é um artefacto anónimo de um sobrevivente anónimo», disse Lowenherz. «Há tanta história por detrás do barco, dos seus passageiros e da forma como as suas vidas foram afetadas por este evento.»

O menu foi guardado por Abraham Lincoln Salomon, um passageiro da primeira classe. O documento tem a data de 14 de abril de 1912 e está assinado na parte de trás por Isaac Gerald Frauenthal, um passageiro oriundo de Nova Iorque e que provavelmente terá almoçado com Salomon naquele dia, explica Lowenherz.

A bordo do navio que se dizia ser impossível afundar, aquele que viria ser o último almoço para os viajantes da primeira classe constituiu-se de costeletas de carneiro grelhadas, bife, batatas fritas, assadas e em puré, um buffet de peixe, uma seleção de oito queijos e, para sobremesa, pudim e tarte de maçã.

Por Joana de Sousa Costa

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