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Medo de enfrentar questões existenciais associado a saúde mental mais pobre

O medo de enfrentar ‘grandes questões da vida’ pode levar a sintomas de depressão, ansiedade e dificuldade em equilibrar as emoções.

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O medo de enfrentar os conflitos provocados por questões existenciais está relacionado com uma saúde mental mais pobre, de acordo com um estudo da ‘Case Western Reserve University’, Estados Unidos da América.

 

«As lutas religiosas e espirituais – conflitos com Deus ou pessoas religiosas, questões difíceis sobre fé, moralidade e significado da vida – são tópicos tabus e a tentação de afastá-los é forte», expressa Julie Exline, professora de Ciências da Psicologia na Case Western Reserve. «Quando as pessoas evitam essas lutas, a ansiedade e depressão tendem a ser mais intensas do que se enfrentassem essas lutas ‘de frente’»

 

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As pessoas que abraçam essas lutas com crenças e valores fundamentais relatam uma melhor saúde mental do que aqueles que não o fazem. Segundo o estudo, baseado numa pesquisa de 307 adultos sobre experiências de vida recentes e publicado no Journal of Contextual Behavioral Science, a falta de vontade de aceitar a luta espiritual leva a que se percam oportunidades de envolvimento com pessoas de crenças e origens diferentes e a vê-las como uma ameaça.

 

«Esta situação pode levar à rejeição de grupos inteiros de pessoas com base nas suas diferenças religiosas ou outras como, por exemplo, sexualidade ou identidade baseada no género e ensinamentos religiosos», elucida a professora num comunicado à imprensa.

 

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Posto isto, as pessoas parecem ser mais saudáveis a nível emocional quando são capazes de aceitar sentimentos de preocupação, e olhar para as dúvidas espirituais de uma forma objetiva parece ajudar. Evitar não é definitivamente a solução, pois o comportamento pode tornar-se problemático.

 

«A evasão espiritual regular pode tornar difícil identificar, trabalhar ou experimentar as qualidades que dão um sentido à vida», justifica Exline. No entanto, usar a energia emocional e cognitiva para afastar os pensamentos não os impede de continuarem a fazer intromissões ao longo da vida. «Continua-se a ser (re)visitado por esses pensamentos que podem criar tensões na saúde emocional, especialmente se uma pessoa vê esse tipo de questões como moralmente inaceitáveis e perigosas», enfatiza Julie Exline.

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