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Medidas mais inteligentes, rápidas e sistémicas: CE lança nova Estratégia da UE para combater alterações climáticas

A nova Estratégia da UE pretende associar todos os setores da sociedade e todos os níveis de governação, tanto na Europa como no resto do mundo, para construir um futuro resiliente às alterações climáticas.

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A Comissão Europeia adotou, a 24 de fevereiro, uma nova Estratégia da UE para a adaptação às alterações climáticas, que traça a via a seguir para os países se prepararem para as consequências inevitáveis das alterações climáticas, entre as quais, vagas de calor mortais, secas devastadoras, florestas dizimadas ou erosão do litoral devido à subida do nível do mar.

 

Com base na Estratégia da UE para a adaptação às alterações climáticas de 2013, o objetivo das propostas agora apresentadas é centrar mais na elaboração de soluções do que na compreensão do problema, bem como passar do planeamento à execução concreta.

 

FransTimmermans, vice-presidente executivo, responsável pelo Pacto Ecológico Europeu, afirmou: «A pandemia de COVID-19 veio-nos recordar de forma dramática que uma preparação insuficiente pode ter consequências trágicas. Não existe uma vacina contra a crise climática, mas ainda assim podemos combatê-la e prepararmo-nos para as suas consequências inevitáveis. As repercussões das alterações climáticas já se fazem sentir tanto dentro como fora da União Europeia. A nova Estratégia para a adaptação às alterações climáticas permite-nos acelerar e aprofundar os trabalhos preparatórios. Se nos prepararmos já hoje, ainda vamos a tempo de construir um futuro resiliente às alterações climáticas.»

 

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As perdas económicas decorrentes de fenómenos climáticos extremos, que se estão a tornar cada vez mais frequentes, têm vindo a aumentar. Na UE, estas perdas são já, em média, superiores a 12 mil milhões de euros por ano. Segundo estimativas prudentes, um aquecimento global de 3 °C acima dos níveis pré-industriais provocaria, para a economia atual da UE, uma perda anual de, pelo menos, 170 mil milhões de euros. As alterações climáticas afetam não só a economia, mas também a saúde e o bem-estar dos europeus, que sofrem cada vez mais com as sucessivas vagas de calor; A catástrofe natural mais mortífera do mundo em 2019 foi a vaga de calor que assolou a Europa, que provocou 2 500 mortes.

 

A ação em matéria de adaptação às alterações climáticas tem de associar todos os setores da sociedade e todos os níveis de governação, tanto na UE como no resto do mundo, revela a CE em comunicado.

 

Uma adaptação mais inteligente, mais rápida e mais sistémica

As medidas de adaptação às alterações climáticas devem basear-se em dados sólidos e utilizar instrumentos de avaliação dos riscos que estejam disponíveis para todos — desde as famílias que compram, constroem e renovam casas até às empresas situadas nas regiões costeiras ou aos agricultores que planeiam as suas culturas. Para o efeito, a estratégia propõe medidas que fazem avançar as fronteiras do conhecimento em matéria de adaptação às alterações climáticas para que se possarecolher mais dados, e de melhor qualidade, sobre os riscos e perdas relacionados com o clima, tornando-os acessíveis a todos. A Climate-ADAPT, a plataforma europeia de conhecimentos em matéria de adaptação às alterações climáticas, será reforçada e ampliada e dotada de um observatório da saúde específico para melhorar a identificação, a análise e a prevenção dos impactos das alterações climáticas sobre a saúde.

 

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As alterações climáticas terão impactos a todos os níveis da sociedade e em todos os setores da economia, pelo que as ações de adaptação devem ser sistémicas. A Comissão continuará a integrar considerações relativas à resiliência climática em todos os domínios de intervenção pertinentes. Apoiará a prossecução do desenvolvimento e da implementação de estratégias e de planos de adaptação que visam três prioridades transversais: integrar a adaptação na política macro-orçamental, soluções em matéria de adaptação baseadas na natureza e medidas de adaptação locais.

 

As políticas de adaptação às alterações climáticas devem estar à altura da liderança europeia a nível mundial no que respeita à atenuação das alterações climáticas. O Acordo de Paris definiu um objetivo global em matéria de adaptação, tendo destacado a adaptação como um dos fatores que mais contribui para o desenvolvimento sustentável. A UE irá promover abordagens infranacionais, nacionais e regionais em matéria de adaptação, com especial destaque para a adaptação em África e nos pequenos estados insulares em desenvolvimento. Intensificará o apoio europeu à resiliência e à preparação para as alterações climáticas a nível internacional disponibilizando recursos, dando prioridade à ação e reforçando a eficácia através do aumento do financiamento internacional e do reforço da colaboração e dos intercâmbios a nível mundial em matéria de adaptação. A Europa irá também cooperar com os nossos parceiros internacionais para colmatar o défice de financiamento internacional no que respeita à luta contra as alterações climáticas.

 

 

 

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