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Médicos de clínica geral europeus querem mais formação para tratar obesidade

Estudo europeu conclui que médicos não sentem confiança suficiente para tratar um problema complexo e multidisciplinar como a obesidade, que triplicou na Europa desde a década de 1980. Portugal é dos poucos países europeus que reconhece a obesidade como doença. O Dia Europeu da Obesidade e o Dia Nacional da Luta contra a Obesidade assinalam-se este ano a 19 de maio.

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Os médicos de clínica geral europeus querem mais e melhor formação sobre obesidade, a fim de melhorarem o tratamento e o atendimento aos pacientes, conclui um estudo levado a cabo pela Associação Europeia para o Estudo da Obesidade (EASO), no âmbito do Dia Europeu da Obesidade, assinalado a 19 de maio, dia em que também se comemora o Dia Nacional da Luta contra a Obesidade em Portugal.

 

A pesquisa auscultou mais de 700 médicos de clínica geral de sete países europeus e mostrou que quase um terço não está confiante o suficiente para lidar com as complexidades da obesidade e, desta forma, oferecer o melhor apoio aos pacientes. Apenas menos de metade dos inquiridos pensa que fornecem aconselhamento eficaz sobre perda de peso e superação da obesidade.

 

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De acordo com a pesquisa, 83% dos médicos de clínica geral europeus sentem que deveriam ter mais formação sobre as causas, consequências e tratamento da obesidade. Aproximadamente metade (43%) relatou ter recebido menos de quatro horas de formação sobre o tema durante toda a sua formação médica, que normalmente leva cerca de 10 anos.

 

Isto apesar do facto de que quase 95% dos clínicos considerar a obesidade um sério perigo para a saúde no seu país e 38% reconhecerem que é muito perigoso. Os números apoiam a visão da Organização Mundial de Saúde de que a obesidade é um dos maiores desafios de saúde pública do século XXI, pois a sua prevalência triplicou em muitos países europeus desde os anos 1980.

 

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No geral, estes clínicos classificaram a obesidade em quinto lugar na lista de sérios perigos para a saúde. No entanto, três dos quatro principais – cancro, doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2 – resultam de problemas de obesidade. Os médicos concordam que um tratamento mais efetivo da obesidade reduziria a carga sobre os sistemas de saúde de muitas outras doenças e condições. Além disso, há um amplo consenso entre os clínicos gerais (83% dos entrevistados) de que a obesidade é uma doença e deve ser mais amplamente reconhecida e tratada como tal.

 

«Apesar da crescente epidemia e da carga que coloca nos sistemas de saúde, é claro que os médicos de clínica geral recebem muito pouco treino sobre obesidade. Esta é uma grande barreira para o tratamento da obesidade. Mais esforço precisa ser feito para melhorar a compreensão dos profissionais de saúde sobre a obesidade e sobre abordagens de tratamento que podem ser feitas como parte do atendimento ao paciente», diz o presidente do EASO, Hermann Toplak.

 

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Outros dados indicam que quase seis em cada dez pacientes estão acima do peso ou têm obesidade (58% no total: 35% de sobrepeso e 23% com obesidade). O maior número relatado de pacientes com obesidade foi na Alemanha (29%). O mais baixo na Holanda (15%). Mais de um quarto (28%) dos médicos raramente ou ocasionalmente iniciam discussões sobre o peso com os seus pacientes sobre obesidade. No Reino Unido, esta percentagem é de 34%. A falta de exercício é vista pelos médicos como a causa mais comum de obesidade (72%)

 

Segundo a Associação Europeia para o Estudo da Obesidade, apenas três países da Europa (Holanda, Portugal e Espanha) atualmente reconhecem a obesidade uma doença.

 

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