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Médica alerta para riscos de colocação de implantes mamários

Os riscos mais preocupantes para as mulheres surgem nos primeiros anos após a colocação dos implantes mamários. No caso de não ocorrerem complicações, pode não haver necessidade de substituir ou remover os implantes de 10 em 10 anos, como habitualmente se fala.

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Em cada procedimento cirúrgico há riscos envolvidos e os implantes mamários não fogem à regra. A Food and Drugs Administration (FDA), entidade certificadora dos EUA,  relatou recentemente 359 casos de mortes por cancro associado a este tipo de implantes.

 

O cancro em questão é o linfoma anaplásico de células grandes (ALCL), que afeta as células em redor do implante. Este linfoma não é uma forma de cancro da mama, mas pode ser encontrado na pele ou nos gânglios linfáticos. Tem sido encontrado em mulheres que tiveram problemas com implantes, como caroços ou assimetria, adianta Calara Lee, cirurgiã reconstrutiva no Centro para a Conpreensão do Cancro da Universidade do Estado de Ohio, à ‘Time’.

 

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As mulheres colocam implantes mamários por dois motivos: aumento ou reconstrução após mastectomias. O cancro poderia desenvolver-se em qualquer uma das situações, no entanto, o risco é baixo. Estima-se que ocorra em 1 em cada 300000 mulheres com implantes. «O cancro parece ser de crescimento lento, e a maioria das mulheres teve o tumor removido e tratado», explica Lee. «Mas há casos suficientes agora, mortes incluídas, para a FDA emitir este aviso».

 

Além deste risco existem outros riscos envolvidos com a colocação de implantes mamários que devem ser considerados antes do procedimento. O processo de cicatrização no pós-cirurgia é de extrema importância. Por vezes, as incisões podem curar-se de forma mais lenta e levar ao desenvolvimento de uma infeção. Neste último caso, podem ser administrados antibióticos. Se não funcionar, o cirurgião pode ter de remover os implantes.

 

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Lee adianta ainda, em declarações à ‘Time’, que à medida que os implantes se instalam, há problemas ocasionais. O primeiro é justamente a ‘mal posição’ do implante, onde se percebe que o implante não está colocado no sitio certo. Isso pode acontecer por inúmeras razões, como o implante se mover ou mudar antes ou após a cirurgia. «Um outro risco é ondulação do implante», afirma Lee, «que pode sentir-se ou notar-se sob a pele».

 

Lee informa que os riscos mais preocupantes para os pacientes surgem dentro dos primeiros anos após a cirurgia. Os dois maiores são o implante vazar e o surgimento de contratura capsular.

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