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Matar bactérias ao silenciar genes pode ser alternativa aos antibióticos

Ainda que os antibióticos tratem as infeções bacterianas, também causam problemas, uma vez que os seus compostos matam tanto as ‘bactérias más’ como as ‘bactérias boas’ necessárias ao organismo. A Universidade Estatal da Pensilvânia, nos EUA, criou uma nova abordagem que elimina este problema causado pelos antibióticos.

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Um método alternativo para a cura de infeções bacterianas está em estudo na Universidade Estatal da Pensilvânia (Penn State), nos EUA. Trata-se de uma nova abordagem que silencia os genes-base das bactérias, com o objetivo de não atacar as ‘bactérias boas’, ou seja, ajudando a combater a infeção bacteriana não deteriorando as restantes bactérias necessárias para o bom funcionamento do corpo.

 

Os antibióticos são usados para tratar infeções bacterianas que ocorrem em qualquer parte do corpo. No entanto, esta forma de tratamento tem compostos químicos que tanto afetam as bactérias nocivas, como as ‘boas’ (responsáveis por fazerem o nosso organismo funcionar corretamente). A doença gastrointestinal Clostridium difficile é uma das enfermidades que resulta desse problema.

 

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Foi a partir do conhecimento que têm sobre a doença que os investigadores decidiram criar três novos antibióticos que destroem a Clostridium difficile, eliminando os genes bacterianos que permitem que a infeção se instale e ganhe ainda mais força no intestino. A abordagem permite que os compostos químicos eliminem apenas as bactérias que fazem a doença aumentar, contrariamente ao que a maioria dos antibióticos fazem – eliminam múltiplas formas de bactérias, incluindo as que ajudam a combater alguns problemas de saúde.

 

«Conseguimos mostrar que estes medicamentos [feitos pela equipa de cientistas e investigadores] podem eliminar as bactérias C. difficile, não interferindo com as outras», explicou o professor de farmacologia, Arun Sharma, em comunicado. De acordo com o especialista, a equipa de investigação está ainda em processo de análise e de teste para que os químicos dos antibióticos sejam aperfeiçoados, de modo a que nada falhe.

 

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Também o professor assistente de Cirurgia da Universidade do Arizona, nos EUA, David Stewart, atesta que estes métodos de combate às infeções bacterianas são totalmente diferentes dos que são comumente utilizados hoje em dia. «Os seus compostos são específicos para o organismo, o que significa que apenas se destinam a um tipo de bactérias», uma espécie de antibiótico inteligente, declara David Stewart.

 

Os cientistas, que publicaram recentemente as suas descobertas no Journal of Antibiotics, declararam que, embora a maioria dos antibióticos não tenha especificidade orgânica (capacidade de atacar apenas um tipo de organismo), os tratamentos que desenvolveram demonstram um grande potencial para atingir somente as bactérias que provocam os problemas de saúde.

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