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Mariana Monteiro: «Não se calem, não tenham medo!»

Sensível aos problemas de desigualdade e de violência doméstica, a atriz foi convidada a representar a UN Women, em Portugal, em 2015. Mariana Monteiro conta-nos como vestiu esse papel e como a ajudou a olhar para o mundo com novos olhos.

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Foi nomeada ‘Champion’ pela UN Women há um ano. Como surgiu esse convite?
Foi através da minha agência, a Glam, com base em vários posts que já tinha feito no passado contra a violência doméstica, contra o abuso sexual das mulheres em cenários de guerra, pelo facto de ter feito as Mulheres de Abril, uma série que mostrou pela primeira vez o 25 de Abril, um marco na história, sob uma perspetiva feminina.

 

Que balanço faz deste ano de trabalho ao serviço desta causa?
Foi com imenso orgulho e responsabilidade que tentei desenvolver – sempre com a ajuda da minha agência – o maior número de ações que dessem visibilidade ao tema e abrissem discussão sobre o mesmo. Desde entrevistas, a palestras onde participei, a posts elucidativos sobre o tema, a vídeos, até ao livro infantil “Mariana Num Mundo Igual”, que desenvolvi em conjunto com a Between, cujo tema central foi este mesmo, a igualdade de género. O balanço foi muito positivo, embora eu acredite que ficamos sempre com vontade de ter feito algo mais, mas o sentimento de dever cumprido existe.

 

De que forma este contacto mais de perto com esta realidade a mudou a si?
Passei a estar ainda mais atenta ao tema e isso fez com que ganhasse uma vontade extra de lutar para que de facto as mentalidades mudem! Ainda temos muitas desigualdades por suprimir e claro que fiquei com a certeza de que continuarei a dar o meu contributo sempre que possível para que esta realidade possa mudar.

 

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Que impacto tiveram as suas ações? Viu alguns resultados práticos?

Não me é assim tão fácil medir os resultados das minhas ações em tão pouco tempo, ainda assim, notei em termos práticos que com o livro as crianças das escolas onde estive, ficaram de facto bastante elucidadas e com vontade de se mostrarem mais generosas umas com as outras! De aceitarem as diferenças entre os sexos, percebendo, no entanto, que ambos têm que ter os mesmos direitos e oportunidades. Para mim, foi um orgulho ver as reações deles.

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