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Maria João Martins e Teresa Fialho: empreendedoras da mudança

As duas empresárias são sócias fundadoras da My Change, uma empresa especialista na gestão da mudança positiva

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Numa altura em que muitas empresas sofrem processos de mudança, a My Change comemora oito anos de experiência no campo da gestão da mudança, tendo estabelecido uma relação de proximidade e confiança com o mercado ao longo deste percurso. Maria João Martins e Teresa Fialho disponibilizam um serviço facilitador deste processo, focando-se nas pessoas, baseado num modelo composto por 12 etapas. Mulheres, empresárias e mães, garantem que o segredo está no equilíbrio das várias facetas das suas vidas.

Como definiriam a gestão de mudança positiva?

É aquela em que a mudança acontece, as pessoas crescem e desenvolvem-se com ela e a empresa é conduzida para patamares superiores de resultados e excelência.

Este comportamento deveria estar omnipresente em qualquer empresa? 

A atitude positiva e construtiva face às mudanças, sim, deveria estar omnipresente pois é um factor facilitador das próprias mudanças e, em consequência, dos resultados.

A My Change atua na dimensão humana da Gestão da Mudança, ou seja, trabalha com os quadros das empresas. Qual a importância desta ação?

A My Change trabalha com os quadros das empresas e também com os colaboradores operacionais. Temos abordagens para os indivíduos, para as equipas e para todo o coletivo da organização. Naturalmente, as lideranças são um segmento especial, pelo seu potencial multiplicador.

As empresas portuguesas estão mais humanas?

Sentimos uma progressiva atenção às pessoas no seu todo, uma valorização dos aspetos motivacionais (não necessariamente monetários) e o reforço da comunicação interna.

Geralmente a palavra ‘mudança’ assusta as pessoas…

Sim, porque as questiona do ponto de vista das crenças, e convida-as a sair da sua zona de conforto.

Em que tipo de empresas ou setores é mais difícil cultivar esta ideia de que é fundamental humanizar as organizações?

Nas empresas muito procedimentadas e onde a tomada de decisão está muito hierarquizada. A Administração Pública, por exemplo, poderia desafiar-se mais neste caminho.

Tendencialmente, em tempos de crise, as empresas apostam no valor humano ou esquecem-se dele?

Sentimos que apostam no valor humano, como forma de encontrar respostas criativas e participativas, que conduzem a bons resultados, mesmo com menos dinheiro.

Num processo de intervenção, quais as maiores preocupações?

Que haja uma visão clara e das metas e dos caminhos, alinhamento de segmentos críticos de colaboradores e atenção aos indicadores de mudança, que devem ser monitorizados e celebrados. É preciso que as pessoas ganhem gosto por fazer diferente.

Serão as mulheres mais capazes de desenvolver a inteligência emocional do que os homens? 

Possivelmente, pela sua simultaneidade e maior capacidade de se orientarem aos outros.

Como mulheres a trabalhar com quadros de empresa, muitas vezes maioritariamente masculinos, é por vezes difícil fazerem-se ouvir?

Felizmente, não temos tido problemas nessa matéria. Comunicamos de forma global e temos respostas diferentes, mas igualmente valiosas. Apostamos na complementaridade.

Qual o maio desafio para alguém que se desdobra entre os papéis de empreendedora, mãe e mulher?

A pessoa deve lembrar-se que todos esses papéis estão consigo e procurar equilibrá-los. Deve tentar fazer uma gestão criativa das prioridades e procurar simplificar e delegar, dando valor ao que tem realmente importância.

Ao celebrar o oitavo aniversário da My Change, o que está planeado para o futuro?
Internacionalização e continuação da Inovação acelerada. Queremos ser a empresa de referência em Gestão da Mudança, ou seja, queremos que pensem na My Change como o parceiro ideal quando é preciso gerir uma transformação.

Por Joana de Sousa Costa
Artigo do parceiro:
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