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Marcas: Comunicar em tempos de crise

«Quando escrita em chinês, a palavra ‘crise’ é composta por dois caracteres: um representa perigo e o outro representa oportunidade», John F. Kennedy.

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2020 vai ficar na história. Na história da civilização, na história de cada país, na história de cada família, na história de cada marca. Esta guerra silenciosa que travamos com a COVID-19 veio alterar por completo os nossos dias. Não conhecemos o nosso adversário e isso é o mais difícil de gerir.

 

Num mundo globalizado e conectado 24h/7d, estamos a ser bombardeados com demasiada informação, sem capacidade de filtrar a verdadeira da falsa (as chamadas fake news). Como resultado, as famílias estão assustadas, ansiosas com o momento presente, mas ainda mais com o que virá depois, aumentando níveis de stress, frustração, irritação e tédio. Qual é (ou deve ser) o papel das marcas durante todo este processo?

 

Cabe aos gestores de marca responder a algumas perguntas básicas:

– Como é que a minha marca se pode destacar neste momento?

– Como pode a minha marca ser útil às famílias?

– O que precisam as famílias neste momento?

– Como posso ajudar a reinventar o negócio adaptando-o a esta nova realidade?

 

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Kennedy estava certo. Esta crise dá-nos uma ótima oportunidade para criar uma ligação mais forte entre a nossa marca e as pessoas e, não tenhamos dúvidas, as marcas que conseguirem agora criar uma relação com os seus consumidores, terão uma relação forte e para a vida. A capacidade de encontrar o caminho para este relacionamento irá distinguir as marcas boas das banais.

 

Então, como devem as marcas comunicar para conseguirem criar a “tal” relação com os seus clientes ou potenciais clientes?

  • A comunicação deve ser próxima e aberta;
  • As marcas não podem cair na tentação de ser oportunistas sob pena de o consumidor achar que está a haver aproveitamento da situação de crise;
  • Mais do que nunca a comunicação tem de ser transparente e honesta;
  • As atitudes sociais da marca durante o período de crise, coerentes com o comportamento habitual da marca, contribuirão de forma muito positiva para criar uma memória que trará benefícios a médio-longo prazo;
  • As marcas têm de ter cuidado com o tom de voz que usam e devem sempre estar atentas ao contexto (não faz mal usar o humor, desde que bem aplicado);
  • Ouvir e antecipar as alterações no comportamento do consumidor, que podem afetar as suas necessidades e a forma como se relacionam com as marcas.
  • O consumidor (famílias como as nossas) estão cansados de “más notícias”. As marcas devem aproveitar para comunicar de forma positiva procurando momentos para se conectarem e celebrar, se e quando for apropriado;
  • As marcas devem ser o exemplo que os outros queiram seguir (beneficiando consumidores e/ ou a comunidade);
  • Não esquecer que às vezes é melhor não dizer nada; é mais valioso o que a marca faz do que o que ela diz;
  • Esta não é a altura para seguir o plano ou lançar campanhas sem repensar a estratégia. É importante que as marcas não percam o foco também nas estratégias de médio prazo. Estou confiante que isto passará e, nessa altura teremos de estar preparados.

 

Vivem-se anos durante estes dias. Vamos aproveitá-los para contruir marca, relação com os nossos clientes e preparar a estratégia.

#ficaemcasa #vaificartudobem

 

 

 

 

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