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Malditas insónias… explicadas pela medicina chinesa

«O sono é a base da vida e é tão essencial como comer e beber», patilha Jessica Zhang, especialista em medicina chinesa. Por isso, se sofre de insónias, não desvalorize este sintoma.

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Insónias, essas malditas. Esses ‘bichinhos’ que não nos deixam dormir, por mais cansados que estejamos. «Será chuva, será gente?», será o trabalho ou o dinheiro? Nos dias que correm, são muitas as pessoas que sofrem de insónias, ainda que nunca tenham sido diagnosticadas clinicamente.

 

As causas mais frequentes são efetivamente o stress laboral, financeiro, interpessoal, mas também  um ruído particular ou a tristeza profunda da doença ou perda de alguém próximo.

 

A par do stress, há o fator da ansiedade, um elemento que de igual modo provoca esta falta de sono. Segundo a medicina chinesa, o stress e a ansiedade desequilibram as funções normais do fígado, o Qi do órgão estagna e gera irritabilidade, resultando numa mente perturbada e, consequentemente, numa insónia. As preocupações  excessivas também fazem parte deste grupo de culpa. Estas desequilibram o coração e o baço-pâncreas.

 

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«O desequilíbrio do coração causa vazio de sangue e vazio de yin, levando à agitação mental. O desequilíbrio do baço-pâncreas provoca falta de apetite, pode levar à deficiência de sangue e o coração não é nutrido – surge o sono agitado com muitos sonhos e pesadelos», explica Jessica Zhang, especialista em medicina chinesa. «Outra causa é a alimentação irregular ou excessiva que debilita o baço e provoca humidade e calor no estômago que, ao subir, perturba a mente».

 

As novas tecnologias também podem ser as culpadas das suas insónias. Os telemóveis, TV , tablets, computadores e a azáfama do dia a dia influenciam, e muito, a vida das pessoas. A verdade é que as luzes emitidas por estas tecnologias afetam o cérebro e o seu funcionamento mental.

 

Dormir não é simplesmente fechar os olhos. Um sono de qualidade traduz-se na não inexistência de dificuldade em adormecer, na desfrutação de um sono profundo e sem interrupções (mesmo que seja para ir ao WC) e não ter sonhos nem pesadelos.

 

É uma noite bem dormida que permite que tenha a vitalidade necessária para enfrentar o dia a dia. Não dormir bem, ou seja ter insónias, resulta num desequilíbrio físico e psicológico. «As consequências de uma noite mal dormida podem resultar em cansaço, ainda mais stress e ansiedade, menstruação irregular, metabolismo lento e problemas hormonais», elucida a especialista.

Como corrigir as insónias

Ainda que pense que a falta de sono da noite passada seja um caso isolado, saiba que todas as insónias devem ser tratadas, visto que esta dificuldade em adormecer resulta num distúrbio corporal e mental. «O sono é a base da vida e é tão essencial como comer e beber», patilha Jessica Zhang.

 

Para a prevenção de insónias, Zhang aconselha que evite ambientes confusos ou situações que o irritem, não ingira bebidas alcoólicas ou chás fortes antes de ir para a cama.

 

Por último, lave os pés com água quente e procure deitar-se de imediato. Existem vários métodos de tratamento aos quais pode recorrer, incluindo meditação.

 

Se optar por esta, não se automedique, consulte sempre o seu médico. Mas existem outros métodos naturais, sem químicos ou efeitos secundários, que prometem restabelecer as funções normais do sono com efeitos permanentes. Exemplo disso é a acupunctura.

 

«Não recomendo químicos porque apenas resolvem a causa e não curam o problema em si, fazendo com que a pessoa adormeça. No entanto, não restauram a vitalidade com o sono», opina Zhang em conversa com a Mood. «Por isso, muitos pacientes tomam medicamentos para dormir e acordam com fadiga mental e física».

 

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