Home»BEM-ESTAR»SAÚDE»Mais de metade das mulheres sofre de infeções vaginais recorrentes

Mais de metade das mulheres sofre de infeções vaginais recorrentes

O verão é a altura do ano em que ocorrem mais infeções vaginais. Altura propícia então para conversarmos com a médica Teresa Laginha, que esclarece algumas das dúvidas mais comuns.

Pinterest Google+

Quais os seus conselhos para a prevenção deste tipo de infeções?

Higiene: A vulva, a região púbica, a região perianal e os sulcos crurais (raiz das coxas) deverão ser higienizados com água corrente e com produtos de higiene apropriados, fazendo movimentos que evitem trazer o conteúdo perianal para a região vulvar, e que atinjam todas as dobras sem exceção. A última etapa da higiene é geralmente a mais negligenciada, a hidratação. As peles secas deverão ser hidratadas, assim como se faz nas demais áreas do corpo.

 

Banho e higiene: Não usar gel de banho ou sabonete com perfume que aumentam a irritação da pele. Não usar o produto diretamente sobre a pele. Não se deve esfregar a pele vulvar com a toalha, mas sim secar, estabelecendo contactos suaves entre a toalha e a pele.

 

Proteção: Em geral, o uso sistemático do penso higiénico diário não é recomendado. Nas mulheres com excesso de transpiração ou incontinência urinária, é importante manter o ambiente genital seco, recorrendo ao uso de pensos higiénicos respiráveis ou outro vestuário absorvente adequado, de preferência de algodão. Deve recorrer-se a roupa interior extra disponível para mudar quando necessário.

 

Vestuário: Recomenda-se o uso de roupas que favoreçam a ventilação local. É importante trocar as roupas íntimas diariamente. Devem evitar-se roupas demasiado justas ou apertadas. Os fatos de banho molhados e o vestuário após o desporto devem ser trocados o mais precocemente possível.

 

Produtos utilizados na lavagem da roupa interior: Deve ser dada preferência a detergentes sem corantes, enzimas ou perfumes. A roupa interior e aquela que entrar em contacto com a vulva deve ser enxaguada exaustivamente, para remoção de resíduos químicos.

 

Atividade sexual: Nos casos em que existe secura e irritação durante o ato sexual, deve ser recomendado o uso de um lubrificante sem substâncias químicas que irritam a pele vulva/vagina. Deve no entanto ter-se em atenção que alguns lubrificantes interferem com a permeabilidade dos preservativos, tornando-os menos seguros. Pode ser preferível utilizar preservativo para evitar o contacto do esperma com os genitais, diminuindo o ardor e irritação após a relação sexual. Após o ato sexual, recomenda-se uma micção para evitar as infeções urinárias, e a lavagem da área genital externa com água e um produto de higiene íntima. Não se recomendam irrigações vaginais.

Artigo anterior

Porque continuamos a crescer?

Próximo artigo

Cicatrizes de cancro da mama transformadas em tatuagens