Home»BEM-ESTAR»SAÚDE»Mais de metade das mulheres sofre de infeções vaginais recorrentes

Mais de metade das mulheres sofre de infeções vaginais recorrentes

O verão é a altura do ano em que ocorrem mais infeções vaginais. Altura propícia então para conversarmos com a médica Teresa Laginha, que esclarece algumas das dúvidas mais comuns.

Pinterest Google+

Estamos a entrar no tempo quente, altura propícia ao desenvolvimento de infeções vaginais. Porque é que isto acontece?

O verão é uma altura propícia ao desenvolvimento de infeções vaginais porque as temperaturas estão mais elevadas, o que provoca o aumento da transpiração. Com isto, a zona vulvovaginal fica mais quente e húmida e assim há um aumento da proliferação de microrganismos que podem originar infeções vaginais, especialmente a candidíase.

 

Há mulheres mais propensas a ter este tipo de infeções?

Há mulheres que por terem uma maior sensibilidade vulvovaginal podem ser mais vulneráveis a este tipo de infeções, mas o aparecimento de infeções vulvovaginais pode resultar de vários fatores, entre os quais, atividade sexual, alimentação, vestuário, ambiente hormonal e estado emocional, doenças como a diabetes e hábitos de higiene.

 

Quais as infeções mais comuns e como se manifestam?

As infeções mais comuns são as infeções associadas à proliferação de fungos e bactérias e manifestam-se frequentemente por corrimento, prurido, vermelhidão, ardor ou dor durante as relações sexuais.

 

Qual a taxa de mulheres que sofre de infeções vaginais?

A taxa de mulheres que sofre de infeções vaginais ronda os 75%, sendo que mais de 50% deste grupo apresenta esta situação de forma recorrente, referindo um impacto na sua vida superior ao que resulta das queixas locais.

 

Qual o papel da alimentação nesta área? Há alimentos que possam potenciar e outros que ajudem a prevenir as infeções vaginais?

Ao contrário do que se conhece sobre a relação entre a ingestão de certos alimentos que alteram o ph da urina e desempenham assim um papel protetor no que diz respeito às infeções urinárias, não parece haver relação direta entre alguns alimentos e as infeções vulvovaginais. De um modo geral, uma alimentação variada, proporcionada quanto à composição recomendada e em quantidade adequada às necessidades energéticas individuais, contribui para a prevenção de estados de doença e assegura a manutenção de um bom estado de saúde.

 

Existem grupos de risco?

Constituem grupos de risco as mulheres portadoras de algumas doenças como a diabetes, a imunodeficiência ou o período da gravidez.

 

Leia na próxima página os conselhos para a prevenção deste tipo de infeções

Artigo anterior

Porque continuamos a crescer?

Próximo artigo

Cicatrizes de cancro da mama transformadas em tatuagens