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Mais de 90% dos cuidadores são do sexo feminino

Em Portugal, são mais de dois milhões o número de pessoas que são dependentes de alguém e requerem continuidade de cuidados. No Dia Mundial do Cuidador, assinalado a 5 de novembro, a campanha “Um cuidador faz toda a diferença” quer informar e consciencializar a sociedade para o trabalho destas pessoas.

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A esmagadora maioria (mais de 90%) dos cuidadores são do sexo feminino, sendo que em Portugal o número de pessoas dependentes é superior a dois milhões. Contudo, o estatuto destas pessoas não é reconhecido, revelam a Sociedade Portuguesa de Geriatria e Gerontologia (SPGG) e a Lindor Ausonia, que se juntaram para assinalar o Dia Mundial do Cuidador, a 5 de novembro, com a campanha “Um cuidador faz toda a diferença”.

 

O objetivo é informar e consciencializar a sociedade para o trabalho destas pessoas, sendo que cuidador não é apenas aquele que cuida do idoso, mas também o que cuida de uma criança, ou de qualquer outro indivíduo independentemente da idade.

 

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«Em Portugal, o número de pessoas dependentes é superior a dois milhões e todas elas requerem ajuda de um cuidador, cuja dedicação e cuidado normalmente começa por ser prestado por um familiar, e que socialmente é uma função raramente reconhecida. A esperança de vida tem aumentado em Portugal, tendo como consequência um aumento exponencial de população idosa. Mais cedo ou mais tarde todos nos tornaremos cuidadores, e um dia necessitaremos de quem cuide de nós», refere Maria João Quintela, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Geriatria e Gerontologia e presidente da Associação Portuguesa de Psicogerontologia.

 

Neste dia o que se pretende é alertar para a importância dos cuidadores, em sentido plural, que devem ser identificados desde logo nas suas profissões, como sejam os médicos, os enfermeiros, os técnicos de serviço social, mas também os familiares que apoiam os seus ascendentes e descendentes mais próximos, no sentido de lhes proporcionarem qualidade de vida. No caso particular da 3ª idade, o objetivo é que sejam providenciadas condições para que estes tenham, acima de tudo, cuidados de excelência e de envelhecimento ativo, que lhes permitam ser integrados de forma transversal na sociedade.

 

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Mas para além do cuidado com os doentes, também é fundamental acautelar o desgaste e a ansiedade dos cuidadores. A maioria não é educada para lidar com as situações com as quais vão ter de lidar, o que faz com que não estejam capacitados para o desempenho da função, alerta a SPGG. Os cuidadores também têm que se cuidar para que possam aguentar a carga emocional e física com a qual têm que lidar.

 

Preparar a comida, vestir, dar banho, realizar um conjunto de funções administrativas ou acompanhar o doente ao médico, são apenas algumas das tarefas do dia-a-dia do cuidador. É muitas vezes o cuidador o primeiro a renunciar aos seus hobbies e tempos livres, com repercussões diretas na sua qualidade de vida. Por estes e outros motivos a SPGG e a Lindor Ausonia alertam para a necessidade de valorizar a função de cuidador, a qual, segundo a entidade responsável, está em mais de 90% dos casos atribuída a indivíduos do sexo feminino. São estes cuidadores, muitas vezes familiares, que dão início aos cuidados e que dia após dia, vão adquirindo competências e conhecimentos que resultam da sua experiência, apesar de não beneficiarem do estatuto de profissionais.

 

 

 

 

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