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«Mais de 80% das influências na nossa saúde devem-se a fatores alimentares»

No inverno, o corpo fica mais frágil e a probabilidade de contrair uma constipação ou uma gripe é muito maior. Pedro Queiroz, um dos mais reconhecidos especialistas em nutrição do país, explica que cuidados devemos ter com a alimentação no combate às doenças típicas do inverno.

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Acredita que a alimentação tem grande influência na vida das pessoas? 

Sem dúvida nenhuma, é uma certeza. Para que a nossa vida e saúde possam ser vividas em pleno, temos de estar atentos às escolhas alimentares que fazemos. Só assim conseguiremos prevenir doenças e alcançar o mais elevado nível de saúde permitido pelas nossas características genéticas.

 

Em que aspetos?

Sabemos que as nossas características genéticas desempenham um papel relevante na nossa saúde, mas mais de 80% das influências na nossa saúde são devidas a fatores alimentares e/ou ambientais. Sabemos também, por exemplo, que basta uma ligeira carência de uma única vitamina para que algumas funções vitais possam ser afetadas. Outro exemplo: uma desidratação de apenas 2% causa perdas no rendimento desportivo na ordem dos 10%… E os exemplos seriam infindáveis.

Ou seja: a inclusão, via alimentar, de todos os nutrientes (vitaminas, minerais, proteínas, hidratos, gorduras e água) nas proporções devidas e ajustadas ao nosso organismo são a base para uma vida saudável e duradoura.

 

Mudança de temperatura é muitas vezes sinónimo de gripe. Considera que a defesa da saúde começa no prato?

Quando estamos com níveis de saúde equilibrados e defesas reforçadas é uma evidência que resistimos melhor a agentes ambientais adversos. Dito isto, considero que a preparação para as gripes, mais características no inverno, deve ser preparada com reforço na ingestão de líquidos sob a forma de chás, infusões e água, bem como através da ingestão de alguns frutos e legumes que podem aportar concentrações importantes de vitaminas e minerais, das quais saliento as tangerinas, laranjas, kiwi e frutos vermelhos devido ao elevado teor em vitamina C e outros antioxidantes capazes de aumentar as defesas do nosso organismo e resistência à doença. Claro que estes reforços só poderão fazer sentido quando todos os outros nutrientes alimentares estão presentes e em equilíbrio.

 

 

Nos meses mais frios do ano, que tipo de carências é que o corpo humano sofre?

Nestes meses, a energia gasta pelo nosso corpo para manter níveis de temperatura corporal ideal à nossa sobrevivência, cerca de 36-37ºC, é aumentada. Assim, para além das funções vitais, gastamos mais energia para manter este delicado equilíbrio e as nossas necessidades energéticas aumentam. O consumo extra de líquidos, tantas vezes esquecidos nestas alturas do ano, o reforço de vitaminas e minerais, mas também de gorduras (saliento os ácidos gordos essenciais omega 3 e omega 6) são ajustes que devemos procurar fazer. Escolha o azeite, reforce o consumo de frutos da época e beba um a dois copos extra de água ou chá. A sua saúde agradece.

 

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