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Mais de 4 em cada 10 asmáticos não têm a doença controlada

Para marcar o Dia Mundial da Asma, assinalado a 7 de maio, várias organizações ligadas à saúde em Portugal lançam a campanha ‘Vencer a Asma’, para alertar para a necessidade de controlar adequadamente a doença.

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Estima-se que, a nível mundial, existam 334 milhões de asmáticos e, no nosso país, cerca de um milhão. Apesar da elevada prevalência, cerca de metade não tem a sua asma controlada e, adicionalmente, estes doentes não têm a perceção do descontrolo da doença, o que faz que não procurem ajuda para melhorar a situação.

 

Este facto origina, frequentemente, idas às urgências e internamentos hospitalares, além de uma deterioração da função pulmonar, que pode chegar à insuficiência respiratória com incapacidade para a realização de tarefas diárias rotineiras, como subir um lance de escadas ou tomar um simples duche.

 

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Dados divulgados no Dia Mundial da Asma, assinalado a 7 de maio, e para marcar a campanha ‘Vencer a Asma’ – uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), Grupo de Estudos em Doenças Respiratórias da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (GRESP), Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), Associação Portuguesa de Asmáticos (APA) e GlaxoSmithKline (GSK).

 

A campanha lança um vídeo com testemunhos de diferentes especialistas e representantes de associações de doentes, sensibilizando para a importância do controlo da doença e a necessidade de uma comunicação mais aberta entre o doente asmático e o seu médico. Esta é a terceira edição desta campanha.

 

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«Estima-se que metade dos doentes com asma sob terapêutica crónica não tomam a medicação de acordo com o guia de tratamento. Os riscos associados ao não cumprimento incluem aumento do número de hospitalizações associadas à asma, idas ao serviço de urgência, consultas médicas não programadas, absentismo profissional e escolar e diminuição da qualidade de vida do doente e família», defende Rita Gerardo, médica pneumologista da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

 

Sobre a importância do correto tratamento da asma, Rui Costa, especialista em Medicina Geral e Familiar e coordenador do GRESP, refere: «A maior dificuldade reside na utilização correta dos dispositivos inalatórios e na sua utilização diária e prolongada. É essencial ensinar corretamente os doentes a utilizar o inalador e verificar, regularmente, a utilização pela equipa de saúde, pelo médico e/ou enfermeiro».

 

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«O doente deve falar com o seu médico sobre as limitações que sente, sobre tudo o que gostaria de fazer e não consegue ou tem medo de tentar. Deve assumir que precisa de ajuda e confirmar se está a utilizar o inalador corretamente e, também, procurar sempre o tratamento mais adequado para o seu caso», considera Elisa Pedro, presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica.

 

«A educação do doente, bem como a implementação de programas de intervenção multidisciplinares, permitem um melhor conhecimento da utilização dos fármacos, nomeadamente dos inaladores e dos motivos geradores do não controlo da doença. Adicionalmente, a relação médico-doente, baseada numa comunicação aberta e transparente, é um dos principais fatores críticos de sucesso. A educação é essencial, importa que a doença seja gerida em conjunto pelos profissionais de saúde e pelo asmático e seus familiares», afirma Mário Morais de Almeida, presidente da Associação Portuguesa de Asmáticos.

 

Segundo o GRESP, um doente asmático cuja patologia não esteja controlada pode custar cerca de 1.400€, por ano, ao Estado. Mais informação em www.venceraasma.com.

 

 

 

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