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Mais de 240 milhões de pessoas no mundo sofrem de alergias alimentares

Na Semanal Mundial das Alergias, debate-se a reação alérgica aos alimentos como um problema global, mas que acarreta diferentes preocupações nas diferentes regiões do globo. A qualidade de vida das crianças, sobretudo, e das respetivas famílias é afetada pelo medo de exposições acidentais e reações graves ou fatais aos alimentos.

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A Organização Mundial de Alergias (WAO, sigla inglesa para World Allergy Organization) promove anualmente a Semana Mundial das Alergias, abordando todos os anos um tema diferente. Em 2019, a semana, que decorre entre 7 e 13 de abril, é dedicada às alergias alimentares, uma condição que afeta mais de 240 milhões de pessoas em todo o mundo, ou seja, cerca de 3% da população mundial, havendo uma crescente preocupação globalmente.

 

A alergia alimentar é uma reação adversa aos alimentos que pode afetar todos os órgãos do corpo, incluindo a pele, trato gastrointestinal e sistema respiratório e pode levar à anafilaxia. Normalmente, os sintomas começam dentro de dois minutos a duas horas após a exposição. É possível ser alérgico a qualquer alimento, mas a maioria das alergias alimentares são causadas por apenas oito ingredientes. Conheça-os na galeria acima.

 

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A Semana Mundial da Alergia 2019 quer alertar para o facto de a alergia alimentar ser um problema global, que afeta bastante a qualidade de vida, sobretudo, de crianças e famílias pelo medo de exposições acidentais e reações graves ou fatais aos alimentos. Porém, este problema global tem diferentes preocupações em todo o mundo.

 

Neste sentido, não havendo tratamentos ativos ainda, evitar os alérgenos alimentares é a única estratégia, juntamente com a terapia de resgate em caso de emergência. O diagnóstico adequado e a prevenção de alergénicos alimentares são essenciais para o controlo da doença, a segurança e a melhoria da qualidade de vida.

 

«A segurança é primordial quando se trata de alergia alimentar», diz Ignacio J. Ansotegui, médico no Hospital Quirón Bizkaia, Bilbao, Espanha, e presidente da WAO. «Isto é verdade no dia-a-dia das pessoas que têm alergias alimentares, e também é verdade na clínica. Os alergologistas têm o conhecimento e treino para diagnosticar, aconselhar e tratar pessoas com alergias alimentares. A pesquisa sobre alergia alimentar está focada na melhoria da qualidade de vida através de melhores ferramentas de diagnóstico e teste e opções de tratamento eficazes».

 

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A qualidade de vida das crianças e famílias é afetada pelo medo de reações graves ou fatais. Além disso, os indivíduos com alergia alimentar podem ter de enfrentar desafios como restrições alimentares e desconforto social em diversas situações, incluindo o bullying na escola.

 

Embora o problema da alergia alimentar seja global, as condições e preocupações relacionadas com a mesma podem ser diferentes, incluindo o facto de os alimentos variarem entre as regiões. Além disso, «há muitos lugares no mundo onde a epinefrina, ou adrenalina, ou os autoinjetores não estão disponíveis para emergências de anafilaxia», explica Elham Hossny, médico no Hospital Infantil da Universidade Ain Shams, no Cairo, Egito, e presidente do Comité de Comunicações da WAO. «Em alguns lugares, pode haver equívocos em torno do diagnóstico e tratamento por causa da falta de conhecimento atualizado e de treino, ou devido a um número limitado de alergologistas em algumas localidades. A segurança e a qualidade de vida são afetadas por essas lacunas», remata.

 

 

 

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