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Mais de 200 milhões de meninas e mulheres vivem mutiladas genitalmente

No Dia Internacional da Tolerância Zero para a Mutilação Genital Feminina, a Organização das Nações Unidas apela à sua total erradicação. A prática afeta sobretudo os países africanos, mas também as suas comunidades que vivem noutros países. «Isto não é aceitável no século XXI», revela a enviada especial da ONU.

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Globalmente, estima-se que mais de 200 milhões de meninas e mulheres atualmente vivas tenham sofrido alguma forma de mutilação genital, sendo que as meninas com menos de 14 anos representam cerca de 44 milhões destas vítimas.

 

No Dia Internacional da Tolerância Zero para a Mutilação Genital Feminina, assinalado a 6 de fevereiro, a Organização das Nações Unidas (ONU) apela a que se erradique esta prática lesiva dos direitos humanos. «Isto não é aceitável no século XXI. É feito em nome da tradição, da cultura, da religião ou como forma de garantir que as mulheres assumam papéis subservientes em relação aos homens com quem eventualmente se casarão», disse Jayathma Wickramanayake, Enviada do Secretário-Geral para a Juventude, ontem, na Gâmbia, num fórum onde foram debatidas estratégias para combater a prática.

 

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De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP), embora a prática esteja em declínio em muitos países onde prevalece, muitos desses países também apresentam uma alta taxa de crescimento populacional – o que significa que o número de meninas que sofrem mutilações genitais continuará a crescer se os esforços para erradicar a prática não forem significativamente aumentados.

 

A maior prevalência nesta prática encontra-se na Gambia (56%), na Mauritânia (54%) e na Indonésia, onde cerca de metade das meninas com menos de 11 anos foram sujeitas a esta mutilação. Os países com maior prevalência entre jovens e mulheres, entre os 15 e os 49 anos, são a Somália (98%), Guiné (97%) e Djibouti (93%).

 

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A mutilação genital feminina causa sangramentos graves e problemas de saúde, incluindo infeções, infertilidade e complicações no parto. O Dia Internacional de Tolerância Zero para Mutilação Genital Feminina visa fortalecer o impulso para acabar com a prática que é globalmente reconhecida como uma violação dos direitos humanos das meninas e das mulheres e também perpetua uma desigualdade profundamente enraizada entre os sexos, revela a ONU em comunicado.

 

Um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável de 2030 – acordada por todos os Estados Membros da ONU – é precisamente eliminar as mutilações genitais femininas, bem como outras práticas inadequadas, como é o caso do casamento infantil, antecipado e forçado.

 

 

 

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