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Mais de 100 líderes mundiais celebram acordo para acabar com desflorestação até 2030

Acordo histórico celebrado na COP26, a decorrer em Glasgow, aloca 16,5 mil milhões de euros de fundos públicos e privados. Portugal é um dos signatários, assim como Brasil, China e Rússia, ausentes da cimeira.

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Mais de 100 líderes presentes na COP26, a decorrer em Glasgow, na Escócia, comprometem-se hoje a acabar ou reverter a desflorestação nos seus países até 2030, naquele que é o primeiro grande acordo a sair da Cimeira do Clima.

 

Portugal está entre os signatários e, apesar de amplamente criticados por estarem ausentes da cimeira, Brasil, China e Rússia também assinam o compromisso.  Segundo a BBC, o acordo aloca 16,5 mil milhões de euros de fundos públicos e privados para estes fins.

 

Numa declaração conjunta,  os líderes reconhecem o papel vital das florestas de todos os tipos, a biodiversidade e uso sustentável da terra para permitir que o mundo cumpra os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS); para ajudar a alcançar um equilíbrio entre as emissões de gases de efeito estufa e os agentes de remoção dos mesmos; para o mundo se adaptar às mudanças climáticas; e para manter outros serviços do ecossistema.

 

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«Reafirmamos os nossos compromissos para com o uso sustentável da terra e a conservação, proteção, gestão sustentável e restauração de florestas e outros ecossistemas terrestres. Reconhecemos que, para cumprir os nossos objetivos de usufruto da terra, clima, biodiversidade e desenvolvimento sustentável, tanto global quanto nacionalmente, serão necessárias novas ações transformadoras nas áreas interconectadas de produção e consumo sustentáveis; desenvolvimento de infraestrutura; finanças e investimentos; apoio a pequenos proprietários, povos indígenas e comunidades locais, que dependem das florestas para a sua subsistência e têm um papel fundamental na sua gestão», pode ler-se na declaração conjunta.

 

Seis metas globais

Os líderes comprometem-se a trabalhar coletivamente para deter e reverter a perda florestal e a degradação do solo até 2030, ao mesmo tempo em que promovem o desenvolvimento sustentável e uma transformação rural inclusiva.

 

O compromisso assenta em seis áreas chave: conservar e restaurar as florestas; facilitar o comércio sustentável; melhorar os meios de subsistência rurais; redesenhar políticas e programas agrícolas para incentivar a agricultura sustentável; aumentar o financiamento público e privado para a agricultura sustentável, a gestão florestal sustentável, a conservação e restauração florestal e o apoio aos povos indígenas e comunidades locais; facilitar o alinhamento dos fluxos financeiros com as metas internacionais para reverter a perda e degradação florestal.

 

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