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Maioria dos portugueses considera o local de trabalho honesto, mas muitos não denunciam más condutas

Estudo mostra que os portugueses estão acima dos seus congénres europeus quandosse trata de confiar na honestidade praticada no seu local de trabalho, mas são também menos de metade os que tojmam iniciativa para denunciar más condutas éticas.

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85 por cento dos portugueses considera o local de trabalho um lugar honesto. Esta é  uma das conclusões do estudo sobre ética no trabalho, realizado pelo Institute of Business Ethics (IBE) e que, em Portugal, conta com a colaboração da Católica Porto Business School.

 

O inquérito, apresentado esta segunda-feira pela primeira vez em Portugal revela, ainda, que apesar de os colaboradores nacionais considerarem que a honestidade é praticada no seu local de trabalho (em 85 por cento comparando com 78 por cento da média dos trabalhadores europeus), 49 por cento dos inquiridos refere não denunciar más condutas éticas.

 

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A este nível, destaque-se, ainda, que 22 por cento dos colaboradores inquiridos admite ter sido pressionado a comprometer os padrões éticos devido à pressão do tempo (36%), à escassez de recursos (29%) e, também, para cumprir ordens superiores (26%).

 

O estudo – o único na Europa que fornece dados reais sobre a visão que os colaboradores têm sobre esta matéria – revela, ainda, que quase metade dos trabalhadores nacionais não denuncia as más condutas éticas por não acreditar que seriam tomadas medidas para alterar a situação, que os abusos não são um assunto diretamente da sua responsabilidade ou que a denúncia poderia colocar em perigo o seu trabalho.

 

Destaque-se, ainda e no que se refere às questões de má conduta observadas, que 52 por cento dos colaboradores indica ter assistido a tratamento inapropriado, 38 por cento relata comportamentos abusivos e 28 por cento refere o registo incorreto de número de horas trabalhadas.

 

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Refira-se que o relatório questiona os colaboradores sobre a forma como respondem aos dilemas éticos que surgem no quotidiano laboral, analisando a forma como têm conhecimentos de más práticas, se as reportam e, ainda, e caso não o façam, o que os impede de o fazer.

 

O estudo foi realizado pelo Institute of Business Ethics a 6.119 colaboradores, de oito países europeus: Portugal, Espanha, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Suíça e Reino Unido. Em Portugal o estudo abrangeu 775 colaboradores e foi realizado entre 5 e 25 de fevereiro de 2018. A Católica Porto Business School é o parceiro nacional do IBE para apoiar este estudo.

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