Home»ATUALIDADE»NOTÍCIAS»Maioria dos portugueses compraria um carro que nunca conduziu

Maioria dos portugueses compraria um carro que nunca conduziu

O aparecimento de muitas novas marcas e de fabricantes de qualidade oriundos dos quatro cantos do globo estão na origem da baixa fidelização dos condutores, revela o novo estudo Cetelem.

Pinterest Google+

De acordo com o Observador Cetelem Automóvel 2018, 76% dos inquiridos afirmam que comprariam um carro de uma marca que nunca conduziram. Por outro lado, um estudo anterior indiciava que, na hora de comprar carro, apenas 30% dos portugueses dão importância à realização do test-drive.

 

Este dado reforça que a fidelidade dos condutores às marcas é baixa, principalmente devido à multiplicidade de ofertas que seduzem os condutores, de acordo com o indicado por 68% dos condutores nacionais. Por outro lado, indicia que comprar uma viatura sem a conduzir poderá ser cada vez mais comum, o que, a prazo, poderá significar maior disponibilidade para a aquisição de automóveis nos canais digitais, ainda que para muitos visitar um concessionário continue a ser imprescindível.

 

VEJA TAMBÉM: DESTINOS PARA UMA ROADTRIP ALEMÃ

 

Pedro Ferreira, diretor da área automóvel do Cetelem, explica que «no momento em que o consumidor pretende mudar de carro, surge-lhe uma vasta quantidade de marcas e gamas, com um esforço de sedução cada vez mais trabalhado, o que tem consequências na hora da escolha final. Os próprios automobilistas, num contexto em que a informação flui de forma cada vez mais rápida e intensa, mostram-se predispostos a conhecer outras ofertas e a testá-las, o que implica uma menor taxa de fidelização aos fabricantes».

 

Os dados do novo estudo indicam que, na última troca de viatura, 28% dos portugueses fizeram-no porque encontraram uma oferta mais interessante. Já 23% assumiram-se conquistados por outro modelo, 19% disseram-se insatisfeitos com o modelo antigo, 17% mudaram por curiosidade e, por fim, 16% escolheram uma marca com um status superior fruto da melhoria da sua situação financeira.

 

VEJA TAMBÉM: DIA DOS NAMORADOS: O PRESENTE IDEAL PARA CADA SIGNO

 

A nível global, esta predisposição para mudar está um pouco acima da média dos 15 países inquiridos. Assim, entre todos os proprietários de veículos que responderam ao estudo, 73% estão disponíveis a mudar de marca (menos 3 pontos percentuais que no caso específico português), enquanto 65% referem a quantidade de marcas como aspeto que diminui a fidelidade automóvel (igualmente menos 3% que em Portugal).

 

Os consumidores mais predispostos a mudar de marca são os brasileiros (82% de respostas nesse sentido), espanhóis, 81%, e polacos, com 80%. Os japoneses mostram-se os mais reticentes à mudança, 63 pontos percentuais. Quanto aos países cujos consumidores mais questionam a sua fidelização em resultado da vasta oferta ao seu dispor, na linha da frente encontram-se Espanha, com 78%, e Itália, 77%. Já a maioria dos condutores alemães não considera que a quantidade de ofertas os induza à mudança, apenas 49% acham que há demasiadas marcas de carros por descobrir para se manterem fiéis.

 

Artigo anterior

A celulite: o papel dos estrogénios

Próximo artigo

Passatempo AVON ANEW Perfect Skin