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Maioria dos melanomas surge com nova lesão e não evolui a partir de sinais existentes

Uma revisão a 38 estudos concluiu que a evolução de sinal para cancro aconteceu em 29 por cento dos casos. A maioria dos melanomas surge, assim, como nova lesão na pele. No final do verão, a Academia Americana de Dermatologia recomenda uma revisão geral ao estado da pele.

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Uma meta-análise realizada a 38 estudos sobre melanomas concluiu que menos de um terço (29 por cento) evoluiu a partir de um sinal existente, enquanto que a maioria (71 por cento) apareceu na pele como uma nova mancha.

 

Além disso, os melanomas que surgiram a partir de lesões existentes eram mais finos do que outros melanomas, indicando que os pacientes cujo melanoma estava associado a uma molécula estabelecida apresentaram melhor prognóstico do que outros.

 

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A revisão dos estudos foi realizada pela Universidade de Modena e Reggio Emilia, Itália, e englobou 20 126 melanomas analisados. A pesquisa foi publicada, no final de agosto, na revista da Academia Americana de Dermatologia, que recomenda uma análise detalhada à pele agora que o verão está a chegar ao fim.

 

«Estes resultados podem indicar que os pacientes que monitorizam os sinais existentes para detetarem mudanças suspeitas podem detetar o melanoma nos seus estágios iniciais, quando é mais tratável», comenta a autora, Caterina Longo, dermatologista na Universidade de Modena e Reggio Emilia. «A doença é mais provável que apareça como uma nova lesão, no entanto, é importante que todos se familiarizem com todos os sinais da sua pele e busquem não apenas alterações nos mesmos, mas também quaisquer novos pontos que possam aparecer», recomenda.

 

Veja também: Cuidados de pele para homem segundo um dermatologista

 

A Academia Americana de Dermatologia (AAD) encoraja todos a realizar autoexames cutâneos regulares, pedindo a um parceiro para os ajudar a verificar áreas difíceis de ver, como as costas. Quaisquer manchas novas ou suspeitas devem ser vistas por um dermatologista, assim como qualquer alteração, comichão ou sangramento.

 

Apesar de o verão estar a chegar ao fim, a AAD também recomenda que todos se protejam dos raios UV nocivos do sol, procurando a sombra, usando roupas protetoras e aplicando um protetor solar de amplo espectro com um SPF de 30 ou mais. De acordo com pesquisas adicionais publicadas por esta academia, apenas 39 por cento dos consumidores consideram a proteção de amplo espectro como fator na escolha de um protetor solar.

 

 

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