Home»VIDA»CARREIRA»Maioria dos colaboradores quer maior flexibilidade no trabalho

Maioria dos colaboradores quer maior flexibilidade no trabalho

Novo estudo Mercer Portugal Talent Trends 2018 mostra que, após vários anos a falar de disrupção, os executivos estão finalmente dispostos a passar das palavras à ação e planeiam realizar mudanças estruturais nas suas empresas nos próximos 12 meses. A crescente digitalização de processos e as novas aspirações dos colaboradores contribuem para alavancar esse processo.

Pinterest Google+

Trabalhar com um Propósito: Menos de metade (46%) dos colaboradores que se têm destacado e que se sentem profissionalmente e pessoalmente realizados referem que a sua empresa apresenta um forte sentido de propósito. As razões mais apontadas para um colaborador ser bem-sucedido em Portugal prendem-se com: uma remuneração justa e competitiva; oportunidades de carreira; líderes que definem uma direção clara; possibilidade de trabalhar com os melhores; oportunidades de desenvolvimento de novas capacidades; trabalho em projetos com um propósito. Uma evidência do estudo é que colaboradores com incentivos de carreira demostram 4 vezes mais compromisso para com a sua organização.

 

Flexibilidade Permanente: Os colaboradores valorizam cada vez mais as suas expetativas entre o equilíbrio da sua vida pessoal e profissional. Querem mais opções de trabalho flexível, sendo que as organizações estão cada vez mais atentas – 75% dos Recursos Humanos refere que a flexibilidade no trabalho é um foco para a sua organização, apesar de mais de metade (56%) ter receio que a flexibilidade impacte nas suas perspetivas de promoção. Contudo, nenhuma (0%) das empresas nacionais se considera um líder flexível o que entra em concordância com a maioria dos colaboradores (61%) desejarem uma maior flexibilidade – acima da média internacional.

 

VEJA TAMBÉM: SETE PASSOS ATÉ À PROMOÇÃO (SEGUNDO UMA GESTORA DE CARREIRAS)

 

Plataforma para o Talento: Os profissionais de Recursos Humanos das empresas reconhecem a necessidade de delegar tendo em vista o futuro. A principal prioridade (49%) que destacaram em Portugal foi a necessidade de desenvolver líderes para o futuro. Na perspetiva dos executivos, o fator que terá mais impacto nas empresas este ano será valorizar e reforçar a experiência do colaborador. Já do ponto de vista dos colaboradores, a maior parte (63%) refere que quer que a sua empresa perceba melhor os seus interesses e competências específicas. A experiência profissional dos colaboradores deve, assim, passar por dedicar mais tempo ao que realmente gostam e são bons a executar. Além disso, os executivos devem promover um maior contacto com e entre os colaboradores atendendo ao facto de 71% dos colaboradores referir que poderia aumentar o seu desempenho se tivesse um acesso mais simples a especialistas e mentores. As principais mudanças que as empresas inquiridas referem na gestão de desempenho este ano são o desenvolvimento de carreira (41%), um investimento contínuo em ferramentas de feedback (40%) e calibração de objetivos (39%).

 

Digital de dentro para fora: Com a revolução digital em curso, as empresas e colaboradores dão cada vez mais relevância a ferramentas digitais na sua atividade profissional. Apesar de 75% dos colaboradores referirem que as ferramentas de última geração são importantes para o sucesso, mais de metade das empresas (68%) refere que, apesar de já estarem no caminho para moldar a experiência do colaborador, ainda há um longo percurso a percorrer. Os líderes das organizações pretendem investir este ano na gestão de conhecimento, na melhoria da eficiência das forças de vendas e em aumentar a eficiência dos Recursos Humanos. Atualmente, com as novas dinâmicas do mundo digital, 1 em cada 3 líderes em Portugal refere que o seu papel mudou com a introdução das tecnologias digitais, enquanto apenas 1 em cada 4 colaboradores sentiu essa mudança na sua atividade específica. Para o futuro do trabalho, será relevante criar transparência em torno de um quadro de referência automatizado. Cerca de 43% das empresas em Portugal utiliza atualmente ferramentas de avaliação online

 

VEJA TAMBÉM: SABE O QUE OS SEUS COLEGAS DE TRABALHO PENSAM SOBRE SI? ESTUDO DIZ QUE NÃO FAZ IDEIA

 

O estudo da Mercer em Portugal contou com a participação de 31 executivos sénior, 96 líderes de Recursos Humanos e 302 colaboradores. O relatório avalia as novas tendências do futuro do trabalho, identifica as desconexões críticas relativamente à mudança e faz recomendações importantes para o crescimento de 2018.

 

Para muitas pessoas, trabalhar em casa  é o ‘El Dorado’ do trabalho: ter liberdade para gerir várias áreas da vida em simultâneo, não ter de picar ponto, não perder tempo em deslocações, etc.  É, de facto, libertador e agrada à maior parte das pessoas. Mas isto também requer organização e regras. Veja na galeria no início do artigo.

Artigo anterior

Apetece-lhe um doce? Conheças várias alternativas ao açúcar refinado

Próximo artigo

Psicólogos definem núcleo escuro da personalidade: se tem um aspeto negativo é provável que tenha outros