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Maioria dos colaboradores quer maior flexibilidade no trabalho

Novo estudo Mercer Portugal Talent Trends 2018 mostra que, após vários anos a falar de disrupção, os executivos estão finalmente dispostos a passar das palavras à ação e planeiam realizar mudanças estruturais nas suas empresas nos próximos 12 meses. A crescente digitalização de processos e as novas aspirações dos colaboradores contribuem para alavancar esse processo.

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De acordo com o estudo da Mercer Portugal Talent Trends 2018 – Unlocking Growth in the Human Age, a maioria dos executivos em Portugal planeia fazer alterações na sua estrutura organizacional. Isto porque os colaboradores valorizam cada vez mais oportunidades para crescer pessoal e profissionalmente (88%), com mais de metade (61%) dos inquiridos a querer maior flexibilidade no trabalho. Relativamente a novas formas de vínculo profissional, 72% dos inquiridos considera poder alterar o seu vínculo laboral.

 

«Este ano, o estudo da Mercer confirma uma vontade que temos vindo a assistir por parte dos gestores de topo no que diz respeito a processos de transformação nas suas organizações. As mudanças organizacionais têm de ser realizadas de forma integrada em vez de se realizarem várias iniciativas isoladas. A organização tem de compreender porque se faz a mudança e deve ser realmente envolvida no processo. Caso contrário, as resistências vão surgir e o risco de atrasar o processo aumenta, colocando em causa a concretização dos objetivos estratégicos da empresa», refere Pedro Brito, Partner e Business Leader de Career da Mercer | Jason Associates.

 

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«A digitalização é uma das principais alavancas para a criação de organizações mais ágeis e competitivas. Mas a humanização tem de estar alinhada com esta realidade, trabalhando competências de resiliência face a adoção de novas tecnologias, e facilitando as atividades do dia-a-dia através destas novas formas de trabalhar. Só assim, teremos equipas comprometidas com o futuro.», comenta.

 

Apesar do crescente peso das novas tecnologias, através da automação, robotização, inteligência artificial, 3D, e demais avanços, os executivos devem concentrar-se no “sistema operativo humano” para fortalecer as suas organizações. O estudo da Mercer identificou cinco tendências na gestão de talento em Portugal para 2018:

 

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Velocidade da mudança: a forma como as empresas se preparam para o futuro do trabalho depende do nível de disrupção antecipada. Surpreendentemente, todas as empresas (100%) estão a planear mudanças estruturais este ano (1 em cada 4 dos executivos têm um scorecard com métricas de transformação). As principais mudanças planeadas são: a formação de equipas que se auto-motivem e de natureza holocrática; a aposta em estruturas horizontais; a descentralização dos processos de decisão; a eliminação de determinadas funções com menor impacto para a organização e a criação de unidades de projeto. Por outro lado, grande parte dos colaboradores em Portugal (88%) espera oportunidades de crescimento pessoal e profissional sendo que as empresas procuram cada vez mais competências humanas únicas.

 

Uma vez que mais de 20% dos principais executivos prevê que, pelo menos, uma em cada cinco funções da sua organização deixe de existir nos próximos cinco anos, estar preparado para a substituição e requalificação ao nível do trabalho é fundamental para a sobrevivência e competitividade dos negócios. Atendendo a esta conjuntura, 94% dos executivos em Portugal refere a inovação como parte principal da sua agenda em 2018, apesar de apenas 35% ter investimento específico para tal. Somente 6% dos colaboradores refere ser muito simples inovar e 42% das empresas em Portugal têm formação em inovação. Cerca de 39% das empresas encorajam os colaboradores a apresentar ideias inovadoras.

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