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Maioria das pessoas desconhece efeitos da exposição visual prolongada a dispositivos digitais

A síndrome visual dos computadores é um problema de saúde pública emergente, epidémico e global. Sintomas como fadiga visual, dor de cabeça, olho seco e visão turva afetam muitos utilizadores que, no entanto, não estão alertados para esta condição. A situação agrava-se ao final de uma semana de trabalho, no caso de exposição constante a écrans.

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Cerca de 64% das pessoas já ouviram falar de olho seco, mas apenas 30% sabem o que é a síndrome visual dos computadores; praticamente 50% dos consumidores afirmam que usam regulamente vários dispositivos digitais em simultâneo, aumentando a exposição visual; e mais de 30% dos consumidores relatam fadiga visual, dor de cabeça, olho seco e visão turva após duas horas de utilização de dispositivos digitais. Estes são alguns dados de estudo realizado pela Novartis em parceria com Esen Akpek, professor de oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, EUA.

 

O estudo sobre a tensão ocular causada pelo uso de dispositivos digitais quis avaliar a perceção que os consumidores têm sobre o uso prolongado de dispositivos digitais, muito comum atualmente, e o impacto que o mesmo pode ter na saúde ocular e na visão a longo prazo. Nesta investigação, os consumidores relataram ter sintomas como olho seco, irritação, visão turva, fadiga ocular e dores de cabeça após duas horas a olhar para um ou mais dispositivos. Apesar disso, o estudo revela que a maioria dos entrevistados ​​não está familiarizada com os sintomas da síndrome visual do computador e não estão preocupados com os efeitos do uso prolongado de dispositivos.

 

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Os dados indicam ainda que 51% dos consumidores aumentaram a utilização de dispositivos digitais em relação ao ano anterior, com 32% a prever um aumento dessa utilização no ano seguinte. Já 64% dos consumidores dizem que são obrigados a usar dispositivos digitais durante quatro ou mais horas diárias, mas 43% dizem que a produtividade diminui após mais de quatro horas de trabalho em frente ao ecrã.

 

A maioria dos consumidores (74%) refere que a entidade patronal não oferece qualquer formação para minimizar a síndrome visual do computador. Diz ainda o estudo que 10% da população corresponde aos consumidores muito ativos, ou seja, aqueles que passam a maior parte do tempo a usar dispositivos digitais, mais de 23 horas diárias combinadas em todos os equipamentos (smartphone, tablet, televisão). A dor de cabeça foi o sintoma mais comum, apontado por 55% dos consumidores, revela o comunicado divulgado pela farmacêutica.

 

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A síndrome visual dos computadores é um problema de saúde pública emergente, epidémico e global, com uma prevalência 60 a 90% nos utilizadores de computador e é uma das principais causas de olho seco. Esta doença engloba um conjunto de problemas visuais resultantes da exposição visual prolongada a computadores, tablet e telemóveis. Habitualmente, esta patologia manifesta-se como um desconforto físico temporário que pode ser sentido após várias horas à frente de um ecrã digital. Outros sintomas podem incluir olhos vermelhos, irritados ou secos, visão turva e fadiga ocular, bem como dor nas costas e pescoço e dores de cabeça.  O nível de desconforto parece aumentar com o número de horas de exposição visual a dispositivos digitais.

 

A Síndrome de Olho Seco afeta significativamente a qualidade de vida dos doentes. Manifesta-se em 25% da população mundial, sendo mais frequente na mulher e no idoso. Em Portugal, cerca de 33% das pessoas com mais de 65 anos sofrem de olho seco.

 

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Existe uma grande variedade de dispositivos eletrónicos que podem causar a síndrome visual do computador, especialmente quando são usados ​​simultaneamente ou quando alternam repetidamente de um dispositivo para outro. Estudos revelam que o uso prolongado de dispositivos digitais pode causar alterações no pestanejar, levando a uma maior prevalência de olho seco. Esse movimento diminui cerca de 40 a 60%, durante a exposição visual prolongada a ecrãs digitais. Uma taxa de intermitência normal é considerada entre 10 a 16 piscar de olhos por minuto, no entanto, durante o uso do dispositivo esse movimento diminui para 5 a 9.7

 

O estudo sobre a síndrome visual dos computadores foi realizado entre fevereiro e março de 2017, junto de consumidores com mais de 18 anos oriundos dos seguintes países: E.U.A., Austrália, Brasil, China, Polónia e Reino Unido. A margem de erro dos resultados é maior ou menor que 1.27%, com um nível de confiança de 95%.

 

O smartphone é um dos grandes responsáveis por este excesso de exposição. Veja, na galeria acima, dicas para conseguir afastar-se do seu smartphone.

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