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Maioria das crianças prefere brincar com os pais do que nas plataformas digitais

Um estudo realizado pela LEGO a 13 mil pais e crianças determinou que as famílias que brincam mais são mais felizes, sendo que os pais superam os tablets e telemóveis na hora da brincadeira. Porém, nos dias que correm, até as crianças dizem que estão demasiado ocupadas para brincar.

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Brincar torna as famílias mais felizes, mais coesas e menos stressadas, no entanto, mais de um terço (38%) admite ter dificuldades em conjugar os horários de ambos os pais e das crianças para o fazer, segundo um estudo hoje lançado pelo Grupo LEGO. A análise indica ainda que 81% das crianças prefere brincar com os pais do que no computador ou telemóvel 91% dos pais afirma que brincar com os filhos aumenta o seu bem-estar; porém, 38% das famílias afirma ter dificuldade em conjugar horários para brincar com os filhos.

 

O Estudo LEGO Play Well estudou quase 13 mil pais e crianças de nove países (China, Dinamarca, França, Alemanha, México, Rússia, Espanha, Arábia Saudita, Reino Unido e Estados Unidos da América),  para perceber “como se brinca” hoje em dia e encorajar a discussão sobre este tema de grande importância.

 

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O estudo revela uma forte relação entre as horas passadas a brincar em conjunto e a felicidade das famílias, com nove em cada dez famílias que brincam cinco ou mais horas semanais a afirmarem que são felizes, enquanto entre as famílias que brincam menos, só sete em dez se assumem como felizes.

 

As horas disponíveis para brincadeira são cada vez menos e, por isso, apenas um terço das famílias consegue dedicar cinco ou mais horas a brincar por semana. Sendo que, 10% das famílias passa menos de duas horas a brincar em conjunto. Mesmo nas famílias que se juntam para brincar, 61% dos pais admite que se deixa distrair por outras coisas, como o trabalho, tarefas domésticas ou os sempre presentes smartphones. Mais alarmante é o facto de uma em cada cinco crianças dizer que está demasiado ocupada para brincar, enquanto quatro em cada cinco afirmar que queriam que os seus pais tivessem mais tempo para o fazer.

 

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A autora e especialista em famílias, Jessica Joelle Alexander, diz: «Brincar em conjunto é fundamental para a vida das famílias, tanto para as crianças como para os pais. Mas o estilo de vida moderno é cada vez mais ocupado e com muita ênfase numa educação formal e atividades estruturadas, tornando cada vez mais fácil esquecermo-nos de brincar. Tendo em conta os efeitos positivos que tem no bem-estar e na felicidade, brincar em família devia ser o “trabalho de casa” mais importante de todos.»

 

O estudo relata uma mudança geracional na forma de brincar e as preocupações que esta provoca. Enquanto os pais ainda se preocupam com a segurança e a sociabilização do digital (estando 88% preocupados com a segurança online e 72% temendo que a tecnologia torne as crianças menos habilitadas a pensar por si próprias), o estudo revela que a próxima geração está a ensinar-nos a abraçar as oportunidades únicas que a tecnologia nos traz. As crianças são as pioneiras de um novo tipo de brincar mais fluído, entrando naturalmente em brincadeiras que juntam o mundo real, o imaginário e o digital. Para eles isto é “simplesmente brincar”.

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