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Mães deprimidas afetam saúde dos filhos nos primeiros 10 anos de vida

A depressão é uma doença que afeta profundamente quem dela padece. Porém, as linhas pessoais são ultrapassadas para os filhos, segundo um novo estudo que liga os problemas depressivos nas mães a alterações nos dados imunológicos das crianças nos seus primeiros dez anos de vida.

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Novos estudos indicam que a depressão materna pode alterar o stress e os marcadores imunológicos nas crianças. Estas alterações, mesmo que ocorram no primeiro estágio de vida da criança, podem afetar o seu bem-estar físico durante muitos anos de vida.

 

O estudo acompanhou cerca de 125 crianças. Este acompanhamento foi feito desde o nascimento até aos 10 anos. Nesta idade, os pesquisadores mediram os níveis de cortisol (TC) das mães e das crianças. O mesmo foi feito com a imunoglobulina de secreção (s-IgA). Estes são marcadores de stress do sistema imunológico. Também foram observadas as interações entre as mães e os filhos.

 

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Os investigadores envolvidos neste estudo assinalaram as mães e crianças com diagnósticos psiquiátricos e sintomas externos. Isto aconteceu porque as mães deprimidas costumam apresentar maiores níveis de CT e s-IgA. Estas também apresentaram uma parentalidade negativa. Esta é caracterizada por um afeto negativo, intrusão e críticas aos filhos.

 

No caso dos filhos, estes tendem a exibir certos distúrbios psiquiátricos. As crianças participantes neste estudo tinham níveis mais altos de IgA e exibiam uma maior abstinência social. «Após a primeira década de vida, descobrimos que a exposição à depressão materna prejudica o funcionamento do sistema imunológico da criança e a resposta que estas dão ao stress. Estas perturbações no stress e no sistema imunológico da criança levam a uma maior psicopatologia infantil», explica a autora deste estudo e membro do Centro Interdisciplinar de Herzliya (em Israel), Ruth Feldman.

 

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«Nós também descobrimos que as deficiências na resposta ao stress na imunidade da criança foram moldadas por efeitos similares da depressão sobre o stress e o sistema imunológico das mães. Isto leva a uma redução na qualidade de vida da criança. Os resultados mostram os efeitos complexos da maternidade», conclui a investigadora que defende uma intervenção precoce que tenha como objetivo ajudar os pais e proteger as crianças.

 

Este estudo, que pela primeira vez tenta compreender quais os efeitos da depressão das mães nas crianças, também refere que a depressão materna deveria ser algo que preocupasse a saúde pública.

 

 

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